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Médica acusada de agredir doente durante consulta no SAP de Benavente

Médica acusada de agredir doente durante consulta no SAP de Benavente

Utente ficou com nódoas negras quando foi agarrada por um braço e posta na rua

Maria Odete Taneca queixa-se de ter sido agredida por uma médica quando estava no consultório do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Benavente. Apresentou uma reclamação que ainda não foi analisada pela direcção do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria.

Edição de 14.12.2011 | Sociedade
Uma médica do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Benavente terá alegadamente agredido uma utente no dia 6 de Dezembro. Maria Odete Taneca, de 60 anos, ficou com nódoas negras no braço e apresentou uma queixa no livro de reclamações. A directora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria, Luísa Portugal, ainda não recebeu a queixa mas garante que vai ser promovida a audição entre as duas intervenientes para saber o que aconteceu. A médica, questionada sobre o assunto, remete-se ao silêncio.Já tinham passado cinco dias desde o incidente, quando O MIRANTE esteve com Maria Odete Taneca, mas as nódoas negras ainda permaneciam no braço. A moradora de Santo Estêvão ainda está a recuperar da situação que a abalou profundamente. Nunca tinha passado por uma situação semelhante. Doente crónica, com artrite reumatóide, hipertensão e asmática, Maria Odete Taneca deslocou-se na manhã do dia 6 de Dezembro ao SAP de Benavente. “Estava com febre, dores no peito e expectoração. Mal me sentei no gabinete contei à doutora como me sentia”, revela. De resposta ouviu: “Só veio cá por causa disso? Até um Alentejano sabe tratar esses sintomas”. Apanhada de surpresa, a utente respondeu que se sentia muito doente e que a médica ainda lhe estava a chatear a cabeça. É então que a médica se levanta de repente, agarra-lhe no braço e grita-lhe para se pôr na rua porque não admitia que lhe falassem assim. Maria Odete saiu, mas acabou por ter que ser assistida no centro de saúde por ter a tensão arterial muito alta. Mais tarde dirigiu-se ainda ao Hospital da Misericórdia de Benavente onde garante ter recebido um excelente tratamento. Dois dias depois, Maria Odete Taneca continuava com a tensão muito elevada porque não parava de reviver todo o momento. “Nunca tinha vivido uma situação semelhante”, revela a utente, que mostra vários documentos que atestam os seus problemas de saúde. Recorde-se que há uns meses, o atendimento dos médicos do SAP de Benavente gerou descontentamento na comunidade. Contratados por uma empresa privada, os médicos foram acusados de não terem qualidade nem especialização adequada para exercer as suas funções e de estarem a enviar doentes para casa com a indicação de beberem um chá e comerem uma torrada. O MIRANTE contactou a médica em questão, mas esta recusou-se a prestar qualquer declaração.
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