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Todos contra a concessão do estacionamento no Cartaxo

Todos contra a concessão do estacionamento no Cartaxo

Campanha para referendo local arranca com todos os partidos a apelarem ao “não”

Referendo foi uma imposição da oposição que o actual presidente da câmara considerou extemporânea.

Edição de 14.12.2011 | Sociedade
A campanha para o referendo local que se realiza domingo, 18 de Dezembro, no Cartaxo arrancou com todos os partidos a apelarem ao “não” na resposta à pergunta sobre a concessão a um privado, por 30 anos, do estacionamento tarifado na cidade.O próprio PS, partido que tem a maioria no executivo camarário, está contra a concessão. Recorde-se que o executivo, na altura ainda liderado por Paulo Caldas, que renunciou ao cargo recentemente, decidiu abrir portas à concessão a um privado da exploração do parque de estacionamento coberto e de mais 620 lugares de estacionamento dispersos nas ruas circundantes ao centro urbano, por um prazo de 30 anos.Numa tomada de posição da comissão política concelhia, o PS/Cartaxo afirma defender a exploração do estacionamento público pelo município, “com tarifários que permitam uma eficaz e racional gestão dos lugares de estacionamento público, respeitando condições preferenciais para pessoas com deficiência/mobilidade reduzida, comércio e serviços locais, assim como para os residentes”.Para a concelhia socialista, “independentemente do resultado do referendo ser ou não vinculativo (para ser vinculativo terão que votar mais de 50 por cento dos eleitores do concelho), o município deverá respeitar a vontade popular expressa nas urnas”.Pedro Mendonça, deputado municipal eleito pelo Bloco de Esquerda, partido que propôs que a concessão do estacionamento fosse referendada pela população, entende que este é um “fenómeno estranho” e “cheira a estratégia política”.Por isso, disse, o seu partido vai apostar numa campanha centrada no esclarecimento à população, o que será feito nos tempos de antena na Rádio Cartaxo, num infomail que chegará a todas as caixas de correio do concelho e em folhetos de rua, “a preto e branco”, porque seria “ofensivo” gastar muito dinheiro.Também a CDU considera “uma coisa caricata” uma campanha “em que todos dizem que não e está por descobrir quem diz que sim”, o que torna difícil convencer as pessoas a que devem ir votar.Além dos contactos de rua e de um “almoço de campanha”, a CDU vai “multar” todos os que forem estacionando nos futuros lugares pagos, deixando nas viaturas uma “multa” de “alerta” sobre o que pode vir a acontecer se o referendo não for vinculativo, disse o vereador da coligação na autarquia, Mário Júlio Reis.O presidente da concelhia social-democrata, o também vereador Pedro Reis, disse que o seu partido também não vai despender muitos meios nesta campanha, apostando num desdobrável a colocar em casa das pessoas, num outdoor e em “andar na rua” a contactar os munícipes.Pedro Reis frisou que o PSD não é contra as concessões, mas neste caso opõe-se à entrega da gestão do estacionamento a um privado por um período que abrange sete mandatos autárquicos e que inclui todos os lugares de estacionamento disponíveis.Os vários partidos sublinham o facto de um referendo local deste tipo ser “uma coisa muito rara”, realçando Pedro Mendonça que os cidadãos estejam, pela primeira vez, a ser chamados a participarem directamente na gestão do município.Presidente da câmara considera referendo extemporâneoEm entrevista recente a O MIRANTE, o novo presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda, considerou extemporâneo o referendo sobre uma matéria em que nada ainda há definido em concreto, deixando apenas como certeza que o estacionamento vai ser tarifado. O autarca considera que a exigência de um referendo foi uma precipitação da oposição. “Ainda para mais quando se assumem como variáveis estanques 620 lugares de estacionamento e 30 anos de concessão. Isto demonstra que não foi analisada toda a documentação distribuída. Essas variáveis foram avançadas apenas como hipótese. Mas nada está trancado. Não há decisão nenhuma a esse nível. O modelo pode passar para 15 anos ou para 300 lugares, por exemplo”, disse na entrevista publicada na edição de 30 de Novembro de O MIRANTE.
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