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Um presépio em que a história do nascimento de Cristo decorre em Santarém

Um presépio em que a história do nascimento de Cristo decorre em Santarém

Um universo de surpresas de uma Belém escalabitana na garagem de Eurico Ribeiro

Na Póvoa de Santarém, até ao fim da quadra natalícia, uma família orgulhosa mostra a obra de louvor ao Menino Jesus a todos os visitantes. No presépio gigante de 370 figuras, há locais históricos e figuras representativas do concelho.

Edição de 21.12.2011 | Especial de Natal
A placa à beira da Estrada Nacional 3, no cruzamento principal de Póvoa de Santarém, indica o caminho a seguir. À entrada um anjo em cartão pintado a azul indica que chegámos ao presépio que Eurico Ribeiro monta todos os anos numa garagem em frente à sua casa. Todos os anos o número de peças aumenta. Este ano são 370. O que começou por ser um presépio tornou-se uma espécie de mini museu com locais históricos ou figuras representativas, em miniatura, do concelho de Santarém.A Torre das Cabaças, o castelo de Alcanede, as Portas-do-Sol, o pescador, o agricultor, uma réplica de Santa Iria como a que está na Ribeira de Santarém ao lado do rio Tejo. Não falta nada. O musgo e o cascalho ajudam a compor o ‘quadro’. Ao centro o presépio com todas as figuras. As imagens são todas feitas em barro por Eurico Ribeiro nos tempos livres. O presépio demora cerca de um mês a montar. Este ano demorou apenas uma semana porque o encarregado de uma firma de elevadores decidiu tirar férias só para aquela empreitada. “Isto dá muito trabalho. Foi uma semana inteira a montar”, conta a O MIRANTE.A paixão por presépios começou quando tinha três anos e a madrinha lhe mostrou um presépio. A partir daí nunca mais parou. Começou por criar as imagens principais do presépio e todos os anos ia fazendo mais. Expôs em sua casa, passou para o átrio e agora está na garagem à vista de toda a população e de quem quiser visitar.São muitos os que têm conhecimento deste original presépio e passam pela Póvoa de Santarém para observarem. O gradeamento branco permite ver as peças de arte por fora mas se Eurico Ribeiro não está presente os seus pais abrem as grades a quem quiser ver melhor os pormenores. Este ano já teve a ajuda dos dois filhos, Samuel e Daniel, de 19 e 12 anos, e a esposa também dá uma ajudinha.Depois das peças estarem moldadas são levas a um oleiro em Muge, concelho de Salvaterra de Magos, onde são cozidas num forno. Eurico Ribeiro começa a preparar novas figuras para o próximo Natal em Setembro. Por causa desta paixão o carro da família tem que ficar três meses na rua. Mas a família não se importa. Esta é a paixão do ex-presidente da junta de freguesia local que garante sempre que ‘este’ é o último ano mas depois volta com a palavra atrás. “Este ano disse que já não tinha vontade de fazer o presépio mas depois chega a hora e não consigo não fazer. É mais forte do que eu. Adoro fazê-lo, dá-me muito prazer”, justifica com um sorriso rasgado.
Um presépio em que a história do nascimento de Cristo decorre em Santarém

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