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Câmara de Rio Maior aprova orçamento mais baixo deste mandato

Maioria na câmara justifica austeridade com falta de liquidez devido à diminuição de receitas. Para o PS falta estratégia ao município num orçamento que sacrifica freguesias e associações.

Edição de 21.12.2011 | Política
Em três orçamentos elaborados pela coligação maioritária “Juntos pelo Futuro”, que gere a Câmara de Rio Maior desde 2009, o de 2012 é, sem dúvida, o mais difícil. Foi desta forma que a presidente da autarquia, Isaura Morais (PSD), iniciou esta segunda-feira a defesa do orçamento municipal para 2012 e a Grandes Opções do Plano (GOP). “Espelha fielmente o tempo de crise e a falta de liquidez que se atravessa, bem como os cortes nas transferências do Estado com base nas regras contabilísticas para as autarquias da média dos dois últimos anos”, comentou Isaura Morais (PSD). A maioria PSD, CDS-PP e ACIRM assegurou a aprovação do Orçamento de 2012 e GOP, face aos três votos contra do PS.Num orçamento de 27,816 milhões de euros (foi de 30 milhões em 2011), a receita corrente prevista é de 15,9 milhões de euros face a 11,9 milhões de euros de receitas de capital. A diminuição total de receitas previstas entre transferências do Estado e de impostos municipais é de 815 mil euros, prevendo a câmara contrabalançar esses números com a descida das despesas com pessoal em 740 mil euros. Para tal esperam-se algumas aposentações, cessação de comissões de serviço e a “injusta” eliminação de subsídios de Férias e de Natal dos trabalhadores.Apesar das restrições, a Câmara de Rio Maior espera concluir algumas obras de vulto durante o próximo ano, com apoio de fundos comunitários, como é o caso dos centros escolares de S. João da Ribeira e de Fráguas, a ampliação do centro de estágios, a conclusão de terceira fase da rede viária municipal, da avenida de Portugal, a estrada de Dona Maria, assim como a conclusão das obras da regeneração urbana que incluem o mercado municipal, o percurso da Via Sacra, o Espaço Polivalente com Funções Lúdicas e dar seguimento à modernização administrativa. Onde a maioria na câmara viu rigor e adequação às condições financeiras actuais, os vereadores do PS viram falta de estratégia. Sem participarem na discussão do documento, para o qual dizem não ter sido convidados a dar contributos, os autarcas socialistas limitaram-se a ler declarações de voto. Para Silvino Sequeira a maioria no executivo não segue no orçamento qualquer alínea do plano estratégico encomendado à equipa do economista Augusto Mateus. “Falta a consequência benéfica de existência da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, que tem capacidade para receber três vezes mais alunos do que os 800 actuais. São cinco milhões injectados em termos económicos no concelho. Não há referência ao número de desempregados, a políticas de combate a este flagelo, e para a toxicodependência, que tem aumentado a olhos vistos no concelho, nem há referência à segurança que diminui cada vez mais”, Silvino Sequeira.Para o vereador e ex-presidente da câmara, a reanimação do comércio resume-se ao regresso do mercado mensal e não há soluções para as actuais instalações da Escola de Desporto. “Não há visão estratégica, uma ideia mobilizadora dos riomaiorenseses. É um orçamento de visão estreita, de navegação à vista e sem horizontes de futuro”, concluiu Silvino Sequeira. Carlos Nazaré (PS) acrescentou ainda que o orçamento de 2012 sacrifica as freguesias e o movimento associativo.

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