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Lista derrotada diz que houve ilegalidades na eleição dos corpos sociais do CRIB

Edição de 21.12.2011 | Política
As eleições para os corpos sociais do Centro de Recuperação Infantil de Benavente (CRIB), uma instituição de apoio à pessoa com deficiência sediada em Benavente, que decorreram na sexta-feira, 16 de Dezembro, não foram pacíficas. Participaram 140 associados que se envolveram numa intensa discussão sobre as duas listas concorrentes. A lista liderada por Sílvia Batista, professora na EB 2,3 Duarte Lopes, em Benavente, já emitiu um comunicado no qual diz terem existido uma série de ilegalidades no processo eleitoral.Sílvia Batista nem chegou a ir a votos porque entretanto foi apresentada uma proposta para a recondução da actual direcção liderada por António Fernandes. Esta proposta obteve oitenta e oito votos a favor. Houve ainda dois votos brancos. Sílvia Batista classifica o processo eleitoral de “trafulha” e aponta uma série de violações aos estatutos do CRIB. Refere que deveriam ter existido duas assembleias, uma realizada até ao dia 15 de Novembro para a apreciação e votação do orçamento para o ano seguinte e outra em Dezembro para eleger os corpos gerentes. Mas a discussão de todos estes pontos acabou por decorrer na última sexta-feira. Outro ponto polémico prende-se com a reeleição da actual direcção que já cumpriu o número máximo de mandatos. Os estatutos dizem que “os membros dos corpos gerentes só podem ser eleitos consecutivamente para dois mandatos para qualquer órgão da associação, salvo se a assembleia-geral reconhecer expressamente que é impossível ou inconveniente proceder à sua substituição”. Três associados apresentaram uma proposta para que os actuais dirigentes pudessem recandidatar-se tendo em conta o seu conhecimento sobre todo o processo construção do futuro lar residencial do CRIB que arranca ainda este ano. “Os associados tiveram oportunidade de votar e era impossível não aceitar a deliberação da assembleia”, referiu o presidente da mesa de assembleia-geral, António José Ganhão, que é também presidente da câmara.A lista perdedora refere ainda que alguns sócios foram impedidos de votar quando já o poderiam fazer tendo em conta que tinham quatro meses de quotas pagas. “Foi infracção atrás de infracção e tudo isto terá de ter consequências. Não pode reinar este sentimento de impunidade”, refere Sílvia Batista. Esta lista foi acusada de estar conotada com o PSD, situação que é refutada por Sílvia Batista. “Em 19 nomes, temos três pessoas que são militantes do PSD, outra que é militante da CDU e os restantes nem sei porque a política não é para aqui chamada”, refere.

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