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Reduzida participação popular no referendo que rejeitou concessão do estacionamento no Cartaxo

Reduzida participação popular no referendo que rejeitou concessão do estacionamento no Cartaxo

Campanha teve a particularidade de contar com apelo ao “não” de todos os partidos com assento nos órgãos autárquicos

Concessão do estacionamento tarifado foi uma porta aberta pelo anterior presidente da câmara, Paulo Caldas. A concelhia do PS, partido que gere a câmara, já deixou claro que o executivo municipal deve respeitar a vontade popular, sob pena de perder a confiança política.

Edição de 21.12.2011 | Política
A concelhia socialista do Cartaxo deixou um aviso claro ao executivo camarário de maioria PS: ou respeita os resultados do referendo que disse não à concessão a privados do estacionamento tarifado na cidade ou retira-lhe a confiança política. O alerta foi deixado dois dias antes da consulta popular que ditou um não claro à concessão. Apenas 2.629 (12,59 por cento) dos 20.886 eleitores do concelho do Cartaxo foram domingo às urnas votar sobre a eventual concessão do estacionamento coberto e à superfície na cidade, mas a vitória do “não” foi esmagadora com 94,48 por cento (2.484 votos) face a 4,64 por cento (122 votos) que escolheram “sim”.No Cartaxo votaram 1516 eleitores, com vitória clara do “não”, 1453 face a 53 “sim”. A mesma tendência verificou-se nas restantes freguesias. Pontével (248-15), Vila Chã de Ourique (225-15), Vale da Pedra (144-6), Ereira (112-6), Lapa (104-18), Valada (100-3) e Vale da Pinta (98-6).Resta saber se a Comissão Nacional de Eleições vai homologar o resultado do referendo e como vão ser interpretados os resultados localmente. O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda (eleito pelo PS), já fez saber que irá respeitar a lei do referendo, dando a entender que o referendo só seria vinculativo se o número de votantes fosse superior a metade dos eleitores inscritos no recenseamento.Oposição também exige respeito pela vontade popularPSD, CDU e BE consideram que a câmara tem de respeitar a vontade dos eleitores, independentemente do número de votantes, enquanto a concelhia do PS também tomou posição antecipada, através do plenário de militantes que reuniu dia 15, fazendo saber que os eleitos do PS na assembleia municipal e no executivo devem seguir o resultado do referendo, sob pena de não merecerem a confiança política do partido que representam.O PS, força política que sustenta a maioria no executivo autárquico, aprovou uma moção que exige aos eleitos do partido tanto na câmara como na assembleia municipal respeito pela vontade do eleitorado, independentemente do resultado ser ou não vinculativo. A concelhia liderada por Pedro Ribeiro esticou a corda e deixou bem claro aos autarcas eleitos pelo PS o que devem fazer: “os autarcas do Partido Socialista com assento na assembleia municipal devem apresentar uma moção política na próxima reunião que assuma de forma clara e objectiva o respeito pelo resultado do referendo”; e “os eleitos pelo Partido Socialista na câmara municipal devem expressar, na reunião de executivo imediatamente a seguir ao referendo, igual posição política de respeito para com a natureza do sentido de voto dos eleitores nas urnas e em sintonia com as deliberações dos órgãos do partido pelo qual foram eleitos”.A consulta à população foi proposta pelo Bloco de Esquerda, depois de ser conhecido o prazo de concessão do estacionamento, que abrange “sete mandatos autárquicos”, tendo sido aprovada por maioria na assembleia municipal. A campanha para este referendo teve a particularidade de nenhuma das forças políticas participantes ter feito campanha pelo “sim”.O Partido Socialista juntou-se à campanha do “não”, em mais um sinal de “desalinhamento” com a presidência da autarquia, processo já notório com Paulo Caldas (que se desvinculou do partido e deixou a presidência da autarquia no final de Outubro) e que dá sinais de continuidade com o seu sucessor, o independente Paulo Varanda.A grande batalha dos partidos que se envolveram na campanha _ PS, PSD, PCP, BE, PEV _ foi convencer as pessoas da importância da sua participação, um esforço que esbarrou no desconhecimento e no “grande desinteresse”, sobretudo das populações das freguesias fora da cidade.
Reduzida participação popular no referendo que rejeitou concessão do estacionamento no Cartaxo

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