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Acidentes com crianças motivaram encerramento da escola dos Combatentes a cadeado

Acidentes com crianças motivaram encerramento da escola dos Combatentes a cadeado

Pais reclamam mais auxiliares para vigilância do espaço escolar. No dia em que ocorreram os dois acidentes apenas estavam ao serviço duas das seis funcionárias ali colocadas no início do ano. Câmara de Santarém diz que se tratou de uma situação pontual e imprevisível.

Edição de 21.12.2011 | Sociedade
Dois acidentes ocorridos no dia 14 de Dezembro envolvendo crianças na escola primária e jardim de infância dos Combatentes, em Santarém, estiveram na origem do encerramento da escola a cadeado na manhã do dia seguinte. Uma acção de protesto que levou à abertura do portão da escola com 45 minutos de atraso e de que a associação de pais se demarca, apesar de reclamar mais segurança e vigilância no espaço escolar. Nesse dia, apenas estavam ao serviço duas das seis auxiliares ali colocadas no início do ano lectivo, pois três encontravam-se de baixa e uma tinha terminado o contrato recentemente, segundo informação da vereadora com o pelouro da Educação da Câmara de Santarém, Luísa Féria (PSD). Uma criança caiu do primeiro piso para o rés-do-chão e fracturou um pulso, enquanto outra sofreu ferimentos na cabeça durante o recreio.O estabelecimento de ensino é frequentado por cerca de 140 crianças (6 turmas de 1º ciclo e uma de jardim de infância) e pelo rácio de colocação de auxiliares teria direito a apenas quatro funcionárias, diz Luísa Féria, mas mesmo assim foram ali colocadas seis.A vereadora refere que a falta de auxiliares verificada nesse dia foi uma situação pontual e imprevisível e que o Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano respondeu de imediato colocando lá uma terceira auxiliar. A câmara tinha também prevista a contratação para esses dias de uma nova funcionária para substituir a que tinha terminado contrato. “Mas não se pode relacionar a falta de auxiliares com os acidentes que envolveram as crianças, que aliás são normais no contexto escolar”, afirmou.Luís Féria assegura que tem um bom relacionamento com a associação de pais da escola e jardim de infância dos Combatentes e lamenta que alguém tenha tomado a decisão de encerrar a escola a cadeado, com todos os transtornos que daí decorrem para crianças e pais, sem primeiro optar pela via do diálogo. “Se nos contactassem e não tomássemos medidas, aí compreendia que protestassem”, diz.Os pais queixam-se também da falta de loiça para servir as refeições das crianças, o que obriga a que almocem por turnos. Luísa Féria garante que já foi encomendada mais loiça para resolver esse problema.Pedro Mena, presidente da assembleia geral da associação de pais, acrescenta que os pais querem também que seja criado um espaço de recreio interior, para ser utilizado nos dias de chuva, através do fecho de um telheiro e que desde Setembro que estão à espera que a Câmara de Santarém faça essas obras. A associação de pais está disponível para arranjar o recheio do espaço, tal como tem ajudado noutras intervenções, como a pintura do refeitório e da sala de ATL ou arranjando os cortinados para o jardim de infância.
Acidentes com crianças motivaram encerramento da escola dos Combatentes a cadeado

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