uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Arguido chama vaca a juíza no Tribunal de Benavente

Jovem que respondia por 17 crimes foi dominado por guardas prisionais e vai enfrentar mais uma acusação
Edição de 21.12.2011 | Sociedade
Um arguido que estava a ouvir o acórdão do caso onde era acusado de 17 crimes não gostou de ter sido condenado em seis anos de prisão e ainda na sala de audiência injuriou a juíza presidente do colectivo, chamando-lhe várias vezes aos gritos vaca e puta. A situação ocorreu na sexta-feira, dia 16, ao final da manhã no Tribunal de Benavente. O homem começou a esbracejar parecendo querer saltar a barra que separa a zona dos arguidos dos juízes, advogados e procurador do Ministério Público, mas foi rapidamente dominado pelos guardas prisionais que o acompanhavam, uma vez que este estava em prisão preventiva, e retiraram-no da sala. Com esta atitude o arguido, Joaquim Miguel Borges, que à data dos crimes pelos quais estava a ser julgado, cometidos durante 2010, ainda não tinha 21 anos, vai agora ter que responder por mais um crime.A juíza, que se levantou da cadeira assim que o arguido começou a gritar, voltou a sentar-se quando este foi retirado da sala e ditou um despacho no qual descreve o que se passou e ordenando que seja extraída uma certidão para enviar ao Ministério Público para procedimento criminal. E indicou logo como testemunhas os advogados presentes na sala. Alguns familiares que estavam na sala a ouvir a decisão também começaram a gritar, revoltados, e concentraram-se no exterior junto da carrinha celular dos serviços prisionais. Chegou a ser pedido um reforço de segurança à GNR e o preso só foi retirado do local cerca de meia hora depois dos acontecimentos.O arguido foi julgado por crimes entre os quais os de condução sem carta de condução, condução perigosa, furto, roubo, dano, injúrias e coacção sobre agente da autoridade. O total das penas de cada um dos crimes dava uma pena de 15 anos de prisão tendo a juíza em cúmulo decidido aplicar seis anos. Antes tinha explicado ao jovem que se tivesse um bom comportamento só cumpriria uma parte da pena, mas fez questão também de justificar que o castigo se devia também ao facto de este ter um sentimento de impunidade, de que podia fazer tudo e que nada lhe acontecia. E terminou dizendo esperar que durante o tempo que estivesse em reclusão se fizesse um homem. “É com seis anos que quer que me faça um homem? Sua vaca, sua puta”, gritou de imediato.O que se passou dentro da sala de audiências vai agora passar a inquérito no Ministério Público e o arguido deve ser acusado de injúrias, crime previsto no Código Penal com prisão até três meses ou multa até 120 dias. Mas como as palavras foram dirigidas a um juiz o crime é agravado, elevando-se as penas em metade do seu limite máximo.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...