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Dirigente sindical denuncia “pedido de identificação” injustificado por parte da GNR

Dirigente sindical denuncia “pedido de identificação” injustificado por parte da GNR

Rui Aldeano diz que vai expor o caso ao comando distrital da GNR e PCP pede explicações ao Governo
Edição de 21.12.2011 | Sociedade
O coordenador da União de Sindicatos de Santarém (USS) -CGTP Rui Aldeano vai dar conhecimento ao comando distrital da GNR da sua insatisfação pela forma como a GNR actuou no dia 11 de Dezembro após um desfile de populares da aldeia de Santa Justa, concelho de Coruche, que reivindicavam obras na ponte que liga a aldeia ao Couço. A travessia encontra-se interditada a veículos com mais de 3,5 toneladas devido à degradação do tabuleiro e de um dos encontros da ponte. Rui Aldeano foi um dos elementos presentes, em representação da USS mas também como deputado municipal em Coruche, tendo sido identificado pela GNR, em conjunto com dois membros da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da Freguesia do Couço, Lucinda Cochicho e Rui Afeiteira. O coordenador da USS solidarizou-se ainda com os outros elementos identificados e com a luta das populações, na exigência junto da Câmara de Coruche de acção imediata para resolver o problema da ponte. Rui Afeiteira acrescentou que a autarquia tem que avançar com uma intervenção e imputar as verbas a quem de direito. Presente na conferencia, o presidente da Junta do Couço, Luís Alberto Ferreira, diz que a situação está a ficar insustentável com o trânsito de pesados desde o norte alentejano, ainda mais incrementado a partir da cobrança de portagens na A23. “Desde Março que temos vindo a insistir com este assunto no Governo Civil, câmara e Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia. O presidente da câmara tem de agir, não basta estar solidário”, afirmou o autarca.PCP questiona GovernoO PCP classificou também como “absolutamente ilegal” o caso da identificação do dirigente sindical pela GNR por “participar em manifestações” e exigiu ao Ministério da Administração Interna que apure responsabilidades.”Este dirigente estava num local público, as pessoas que estavam com ele questionaram os efectivos da GNR por tão insólita situação e a resposta que foi dada é que aquele indivíduo estava referenciado porque participava em todas as manifestações”, relatou António Filipe.Na opinião do deputado comunista, este caso “é absolutamente inacreditável” António Filipe exigiu saber se “o ministro da Administração Interna tem conhecimento disto” e “que orientações são dadas à GNR relativamente a situações como esta e que procedimento vai ser feito”.“Queremos saber que responsabilidades vão ser apuradas, se o ministério da Administração Interna tenciona responsabilizar quem deu tão insólita orientação à GNR, porque isto significa a instrumentalização de uma força de segurança, que constitucionalmente e legalmente serve para proteger a legalidade democrática e a segurança dos cidadãos, através de uma ação que é absolutamente ilegal”, acrescentou.
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