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Populares exigem intervenção da câmara no arranjo da ponte de Santa Justa

Moradores da Santa Justa e do Couço estiveram na assembleia municipal e ainda esboçaram algumas palavras de ordem e levantaram faixa alusiva ao problema.

Edição de 21.12.2011 | Sociedade
Alguns populares da Santa Justa e do Couço deslocaram-se à sessão da Assembleia Municipal de Coruche de sexta-feira para exigirem a actuação da câmara na reparação da ponte que liga as duas localidades e ouviram do presidente da autarquia o que este já tinha afirmado noutra ocasião: a Câmara de Coruche só está disponível para comparticipar financeiramente a reparação do tabuleiro da ponte se o Estado ou algum seu organismo assumir uma intervenção.Depois de alguns populares presentes terem criticado a câmara por deixar arrastar a situação e não agir, posição a que a CDU se associou, o presidente da autarquia reiterou que nada mudou desde a construção da ponte até à data no que diz respeito à sua posse pela Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sorraia (ARBVS) e antiga Direcção Geral Hidráulica, hoje Direcção Regional de Agricultura. “A câmara colaborou na manutenção e reparação das pontes sobre o Sorraia. Esta é a ponte mais importante de um conjunto de quatro, é a maior. Há meia dúzia de anos, após solicitação da ARBVS, foi contratado um técnico e fez-se a uma intervenção nos pilares da ponte da Escusa, suportada em 50 por cento pela câmara e associação”, exemplificou o autarca.O presidente da Junta do Couço espera que não se recue 40 anos até ao tempo em que se fazia a travessia do Sorraia de barco, se a ponte desabar. “O presidente da câmara é responsável pela protecção civil municipal e tem que tomar iniciativa, não basta estar solidário. Se a associação não age, câmara deve fazê-lo”, afirmou Luís Alberto Ferreira (CDU) acrescentando que o aumento do tráfego em 15 anos proveniente do norte alentejano veio degradar o tabuleiro da ponte, especialmente devido à passagem de veículos pesados. “Falta uma ponte com duas vias que o PCP na Assembleia da República tem reivindicado que seja inscrita em PIDDAC”, acrescentou.Dionísio Mendes diz que essa reivindicação mostra como se está a responsabilizar o Estado na procura de uma solução. “Tem que ser feito um estudo sério por técnicos habilitados sobre as condições da ponte e a tutela deve desafiar a câmara a colaborar financeiramente. O Governo não pode «pôr o rabo de fora», tem que assumir as suas responsabilidades”, afirmou o autarca, garantindo que solicitou relatório técnico sobre a ponte à Estradas de Portugal e pediu reunião no Ministério da Agricultura, ainda sem resposta. Armando Rodrigues (CDU) defendeu que a câmara deve agir mais vontade política e, em colaboração com a Junta do Couço e a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da Freguesia do Couço, agir com celeridade, não esperando que a tutela venha comunicar o seu interesse no caso.Este domingo, populares de Santa Justa e do Couço partiram junto à estalagem do Sorraia, atravessaram simbolicamente a ponte a pé em direcção ao Couço, onde se concentraram junto ao monumento de homenagem à população local.

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