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Empresa Unimármores” em leilão para pagar dívidas superiores a 5 milhões de euros

Empresa Unimármores” em leilão para pagar dívidas superiores a 5 milhões de euros

Leiloeira recebeu apenas um registo de oferta de 140 mil euros para compra das instalações principais quando o valor base era de 763.400 euros.

Edição de 28.12.2011 | Economia
Dezenas de pessoas assistiram na passada semana ao leilão de bens da Unimármores, na Venda Nova, Casais, em Tomar, organizado após ordem judicial no âmbito do processo de insolvência da empresa.Um leilão que ficou bastante aquém das expectativas para muitos dos antigos trabalhadores desta empresa transformadora de calcários, mármores e granitos, criada em 1976 por Eurico Oliveira Cardoso, em nome individual, mas transformada numa sociedade por quotas em 1992. A verba obtida com as vendas deste leilão destinava-se a pagar as dívidas aos credores que ultrapassam os 5 milhões de euros, sendo os principais visados a banca e os fornecedores da empresa.Exemplo deste fiasco foi o facto de não se ter registado qualquer lance, entre os presentes, quando foi colocado à venda o edifício fabril e o terreno das instalações principais. A leiloeira recebeu apenas um registo de oferta de 140 mil euros quando o valor base deste conjunto de prédios era de 763.400 euros. O segundo terreno, no lugar de Vale da Trave, Casais, Tomar, foi vendido por 16 mil euros, ligeiramente acima do preço base mas para o terceiro terreno a oferta cifrou-se nos 8 mil euros, menos de metade do valor base. Após a venda destes imóveis, seguiu-se a venda de todo o mobiliário, equipamento, ferramentas, maquinaria e viaturas automóveis, prolongando-se a arrematação por várias horas. De acordo com o apurado, a maioria dos artigos inscritos em leilão foi vendido, alguns até bastante acima do preço estabelecido. Em relação ao que fazer com os bens que não foram vendidos ou que registaram lances inferiores ao preço base, cabe agora à comissão de credores tomar uma decisão. A “Unimármores”, empresa bastante conhecida em Tomar, chegou a ter mais de 30 trabalhadores, tendo as dificuldades despontado durante este último ano, com os trabalhadores a deixarem de receber o ordenado a tempo e horas. Devido a esta situação, muitos trabalhadores optaram por sair, tendo 12 funcionários ficado a trabalhar na empresa até o Tribunal Judicial de Tomar decretar a sua insolvência.
Empresa Unimármores” em leilão para pagar dívidas superiores a 5 milhões de euros

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