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Resíduos radiactivos rejeitados no Eco-Parque do Relvão

Partido Socialista da Chamusca volta a insistir na instalação da Comissão de Gestão do Parque Eco do Relvão
Edição de 28.12.2011 | Economia
Um camião carregado de resíduos perigosos que se dirigia para as instalações do SISAV - Sistema Integrado de Tratamento e Eliminação de Resíduos, instalado no Eco Parque do Relvão, na Carregueira, Chamusca, foi impedido de entrar naquelas instalações, porque o sistema de alarme e detecção de resíduos radioactivos foi accionado.O problema teria passado despercebido se o eleito do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal da Chamusca, Duarte Arsénio, não o tivesse denunciado e pedido explicações ao presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU). Na altura, Carrinho disse também desconhecer o assunto, mas que se iria inteirar da situação e depois dar uma explicação concreta sobre o que se tinha passado.Na sessão da assembleia municipal realizada a 22 de Dezembro, o eleito do Bloco de Esquerda insistiu no pedido de explicações. Sérgio Carrinho esclareceu então que na realidade se tinha passado um caso de aparecimento de resíduos radioactivos no SISAV. O autarca referiu, no entanto, que tudo se passou dentro da lei. “À chegada do camião com uma carga de resíduos para o SISAV, o alarme de radioactividade que se encontra logo à entrada soou e o camião foi impedido de entrar. Foi obrigado a estacionar numa zona neutra e foi chamada a autoridade que superintende estes casos, que veio e fez as medições, chegando à conclusão de que havia mesmo resíduos radioactivos. Foi levantado o auto e o camião não descarregou o material e foi enviado para o local certo acompanhado pelos elementos da autoridade que fizeram as medições”.O presidente da câmara referiu ainda que “os níveis de radioactividade atingidos não ultrapassavam os máximos permitidos por lei, eram números baixos, que não colocavam em perigo as populações e o ambiente. Só voltaram para trás porque as empresas do Parque-Eco não podem tratar resíduos radiactivos”, disse.Os eleitos do Partido Socialista aproveitaram este caso para voltarem a insistir na instalação da há muito aprovada Comissão de Gestão do Parque Eco do Relvão. “Não compreendemos por que é que não se resolve o assunto da comissão de gestão porque também é demasiado importante para as questões de segurança do empreendimento”, referiu o presidente da Junta de Freguesia da Carregueira, Joel Marques.Aliás, Joel Marques foi mais longe e falou de alguns atentados ambientais que têm acontecido no espaço. “Têm acontecido várias escorrências de lixiviados das empresas instaladas no Eco Parque para as linhas de água da Carregueira e no Verão sucederam-se os focos de incêndios no local. Estamos preocupados com a segurança do espaço, por isso voltamos a insistir na necessidade da instalação da comissão de gestão, que será sem dúvida de grande importância para a fiscalização destes problemas”, disseOutra das reivindicações do eleito socialista foi o da necessidade da presença de uma força dos bombeiros na zona. “Não temos dúvida de que seria importante colocar-se uma força de bombeiros de primeira intervenção na zona do Eco Parque, principalmente na época de Verão, mais propícia a ignições e focos de incêndios”, referiu Joel Marques.Sérgio Carrinho, que não tem sido muito claro quanto à instalação desta comissão, mostrou-se algo contrariado, mas prometeu que este e outros assuntos irão ser objecto de análise no início do próximo ano e então serão tomadas decisões. Até porque está em fase de consulta pública uma alteração ao regulamento do Plano Director Municipal (PDM) que visa precisamente o levantamento das proibições estabelecidas no decreto lei 55/2007. “Esta alteração tem a ver com o facto do regulamento actual só prever a instalação no Eco Parque empresas dos grupos 1, 2, 3 e 4, não permitindo por isso o funcionamento das empresas de resíduos que pertencem a números mais elevados”, disse Sérgio Carrinho.

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