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Porque sou contra os Centros de Novas Oportunidades

Edição de 28.12.2011 | O Mirante dos Leitores
Dois anos para alcançar o que eu e muitos outros, no tempo do ensino sério, precisámos de seis para alcançar. A ‘trapaça’ está tão bem encenada que até convenceram os próprios formandos (será que se pode chamar-lhes alunos?) de que não se trata de um processo de facilitismo. Claro que não. Fazer 6 anos em 2 e em horário pós laboral não é tarefa fácil. É evidente que escrever a sua história de vida, certamente rica como se espera de pessoas que já são avós em alguns casos, assistir a umas apresentações em Power Point, fazer uns trabalhos de pesquisa na Internet (é preciso continuar a acreditar que as novas tecnologias vão colocar este país no “pelotão da frente”) e mais uns quantos módulos das áreas mais diversas, em que na maioria dos casos basta ter assiduidade para obter “Com aproveitamento” (e sei do que falo), é praticamente o mesmo que fazer 6 anos lectivos de Português, Matemática, História, Geografia, Geometria, Inglês, Francês, Física, Química, etc.., com dois testes por período que nos obrigavam a saber a matéria para obter positiva e passar para o ano seguinte. E viva o Eng.º.º Sócrates diplomado ao domingo, que inventou tão brilhante forma de aumentar os níveis académicos do país perante o EUROSTAT.Carlos Baptista

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