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PSD e CDS ajudam comunistas e aprovam orçamento da Câmara da Chamusca

PS absteve-se por não concordar com alguns descontos em taxas e tarifas
Edição de 28.12.2011 | Política
O facto de se terem realizado várias reuniões de “trabalho” com as juntas de freguesia e outros parceiros sociais, e com os vereadores de todos os partidos representados no executivo da autarquia, foi elogiado pelo presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), na altura da apresentação do orçamento municipal para 2012. Mas pelos vistos esse facto não chegou para convencer os eleitos do PS a votarem favoravelmente o plano e orçamento na reunião efectuada a 22 de Dezembro.Segundo Sérgio Carrinho (CDU), o orçamento para 2011 reflecte os dias difíceis que vive o município e a imprevisibilidade da crise económica do país. “É um orçamento de contenção com valores globais inferiores aos deste ano em cerca de um milhão quatrocentos e cinquenta e três mil euros, com uma previsão de menos receita e menos despesa de capital”, referiu.Continua a ser um orçamento com medidas atenuantes dos efeitos da crise económica e financeira destinadas a famílias e pequenas e médias empresas do concelho. Medidas que passam pela manutenção do IMI e redução até 70 por cento em taxas e tarifas. “Vamos discutir ainda o valor do desconto a efectuar nas taxas aplicáveis à fileira florestal do concelho, uma ocupação importante para o sector económico e mercado de trabalho do concelho. Vai ser uma situação a discutir com o sector de forma a ser implementada durante o primeiro trimestre de 2012”.Aliás a questão do desconto nas taxas referentes ao sector florestal, que numa proposta apresentada em reunião de câmara por Sérgio Carrinho pode ir até aos 90 por cento, é o maior motivo de discórdia do Partido Socialista. Os eleitos do PS querem que o desconto neste caso seja apenas atribuído a empresas que tenham residência fiscal no concelho da Chamusca. Os eleitos do PS consideram que o Município da Chamusca precisa de encontrar receitas próprias e estar a fazer descontos desse género não ajuda nada a que isso aconteça. “É necessário que os actores da área florestal contribuam pelo menos para ajudar a suportar as despesas que a câmara efectua nas estradas e acessos à floresta, e com estes descontos atribuídos a todas as empresas não dá nem para começar”, disse Paulo Queimado na reunião de câmara do dia 19 de Dezembro, opinião corroborada pelos eleitos do PS na assembleia municipal do dia 22 de Dezembro. No sector económico, o município resolveu manter a derrama nos mesmos níveis do ano passado. “Decidimos também iniciar mais processos de venda de património, para obter algumas receitas adicionais, que sabemos não serem muito altas”, disse Sérgio Carrinho. Para além dessas medidas também o plano de actividades é reduzido. O investimento é muito curto e é de planeamento aberto. Os maiores investimentos são canalizados para o pagamento da dívida e para obras já a decorrer. É um plano e orçamento que apresenta cerca de 22,6 milhões de euros de receita e despesa. “Um orçamento de contenção que não vai ser fácil de concretizar. Vai ser um ano muito difícil, mas estamos dispostos a trabalhar para continuar a combater a difícil situação financeira que vivemos”, referiu Sérgio Carrinho. No final, os eleitos da CDU e do PSD/CDS, forças que têm elementos a tempo inteiro no executivo da câmara municipal, votaram favoravelmente as propostas. O PS absteve-se garantindo que estava a ser razoável, solidário e disposto a trabalhar em conjunto com todas as outras forças para encontrar formas de reduzir as dificuldades para a população do concelho.

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