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Compra do edifício Milho pela Câmara de Abrantes contestada na assembleia municipal

Compra do edifício Milho pela Câmara de Abrantes contestada na assembleia municipal

Edifício foi adquirido pela autarquia para instalação da Escola Superior de Tecnologia

A proposta de aquisição foi aprovada por maioria, com 7 votos contra do PSD e as abstenções do CDS, BE, CDU e Independentes pelo Concelho de Abrantes. Câmara vai dar pelo imóvel 895 mil euros ao grupo Lena.

Edição de 28.12.2011 | Sociedade
A aquisição do edifício “Milho” pela parte da Câmara de Abrantes, com vista à instalação provisória da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), motivou várias intervenções na última sessão de assembleia municipal. A proposta de compra, no valor de 895 mil euros, acabou por ser aprovada por maioria, contando ainda com 7 votos contra do PSD e as abstenções do CDS, BE, CDU e Independentes pelo Concelho de Abrantes. O deputado João Viana, do movimento independente ICA, defendeu a manutenção da ESTA no centro de Abrantes “custe o que custar” e ao mesmo tempo questionou a presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), sobre que garantias poderia dar de que a ESTA não será extinta. A autarca respondeu que não poderia dar essa garantia uma vez que a decisão não cabe à Câmara de Abrantes mas que vai lutar e “garantir todas as condições para que a ESTA se mantenha na cidade”.Já a deputada do PSD, Manuela Ruivo, desafiou os deputados a provarem quando é que PSD se mostrou contra a ESTA em Abrantes. Obteve resposta de António Mor (PS) que evocou a declaração de voto dos vereadores sociais-democratas com assento no executivo camarário, aquando da votação em reunião de câmara. “Os vereadores diziam que a ESTA tem os dias contados, tendo em conta o anunciado fim da maioria dos politécnicos”, enunciou. Apesar de tudo, o PSD congratulou-se pelo facto da decisão da ESTA ficar no centro histórico, indo ao encontro das sugestões do seu partido. “Como se trata de uma situação provisória, porque não se instala a escola no antigo mercado diário?”, questionou Manuela Ruivo. O deputado Manuel António, do Bloco de Esquerda, referiu que é aluno da instituição, confirmou as más condições físicas do edifício em que actualmente as aulas decorrem mas considera que o edifício Milho “pode não ter condições para albergar uma escola”, defendendo a instalação definitiva da ESTA no centro histórico, mas num edifício construído de raiz. Pediu ainda à câmara que oiça o que a comunidade tem a dizer sobre o assunto. Pela bancada do Partido Socialista, António Mor repudiou a declaração do PSD, considerando que a compra do edifício Milho “será sempre um bom investimento” e que “a ESTA é determinante para Abrantes e para a região”. O deputado da CDU, Avelino Manana, diz que ficou perplexo com o anúncio da compra deste edifício, questionando se não haveria outro com mais condições e relembrando que a CDU sempre esteve a favor da ESTA e da sua localização no Tecnopólo de Alferrarede, como aliás está previsto. Maria do Céu Albuquerque respondeu às críticas dos deputados com uma frase pragmática: “O pior de uma má decisão é uma não decisão”. A autarca explicou que o executivo camarário não pode ficar a esperar pelos acontecimentos, sob pena de vir a perder a ESTA. Frisou ainda que as actuais instalações da escola são péssimas e que, caso não venha a reunir condições, poderá mesmo ter o seu fim anunciado. “Ou queremos uma escolinha ou uma escola de referência”, disse, evocando o protocolo estabelecido com a NERSANT e empresas, enquanto estratégia e fruto da emergência da situação. “Abrantes tem de manter a sua competitividade e a ESTA é a peça fundamental “, sintetizou. Destino final da ESTA é o tecnopóloInstalados desde 1990 no edifício das antigas Finanças de Abrantes, um espaço bastante envelhecido e sem condições de conforto ou segurança, o edifício agora adquirido ao Grupo Lena vai conferir aos cerca de 600 alunos da ESTA um espaço com “melhores condições de estudo e trabalho”.A transferência está anunciada para dentro de três meses e será temporária, até que o novo edifício da ESTA, a instalar no Tecnopólo do Vale do Tejo, dentro de previsivelmente dois anos, seja uma realidade.
Compra do edifício Milho pela Câmara de Abrantes contestada na assembleia municipal

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