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Dois dos seis elementos de um grupo de assaltantes condenados a prisão efectiva

Dois dos seis elementos de um grupo de assaltantes condenados a prisão efectiva

Os arguidos estavam acusados de 27 assaltos à mão armada em portagens e estações do serviço

A presidente do colectivo de juízes lamentou não poder condenar todos os seis arguidos pelos crimes praticados já que provocaram “muito mal”. O processo no Tribunal de Benavente foi desencadeado pelo assalto às portagens da A13, em Junho de 2010, em Santo Estêvão.

Edição de 28.12.2011 | Sociedade
Dois elementos do grupo acusado de 27 assaltos à mão armada a portagens e estações de serviço vão cumprir penas de prisão efectivas de nove anos e seis meses e de oito anos e seis meses, aplicadas pelo Tribunal de Benavente. Outros dois arguidos foram condenados a um ano e seis meses de prisão e um ano e três meses de prisão, suspensas por igual período. Os restantes dois elementos acabaram absolvidos.O colectivo de juízes não conseguiu que se provasse o envolvimento dos dois elementos que foram absolvidos. “O tribunal lamenta não poder condenar todos os culpados que mereciam porque fizeram muito mal. Sabem os danos que provocaram às vítimas e espero que não se volte a repetir”, referiu a presidente do colectivo, Manuela Pereira, durante a leitura do acórdão. O cabecilha do grupo, Fernando Fonseca foi condenado de dois crimes de roubo agravado, de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada, de dois crimes de detenção de arma proibida. Pela prática desses seis crimes, o tribunal decidiu condená-lo a uma pena única de nove anos e seis meses de prisão. O arguido acabou por ser absolvido de um crime de associação criminosa, de 25 crimes de roubo agravado, de um crime de furto qualificado e de um crime de ofensa à integridade física qualificada na forma tentada. Hilário Ferreira foi condenado a uma pena única de oito anos e seis meses pela prática de dois crimes de roubo agravado, de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada na forma tentada e de dois crimes de detenção de arma proibida. O tribunal decidiu absolvê-lo de um crime de associação criminosa, de 24 crimes de roubo agravado, de um crime de furto qualificado e de um crime de ofensa à integridade física na forma tentada. Já os arguidos Ricardo Ferreira e Emanuel Rodrigues foram condenados, respectivamente, a um ano e seis meses e a um ano e três meses, pela prática de um crime de detenção de arma proibida. A presidente do colectivo de juízes justificou as penas aplicadas a estes dois arguidos tendo em conta o “susto que já apanharam na prisão”, uma vez que estiveram em prisão preventiva até ao fim do julgamento.Lucinda Rojão foi absolvida de um crime de associação criminosa e de doze crimes de roubo agravado, mas vai continuar na prisão a cumprir uma outra pena. Bruno Correia acabou também por ser absolvido da prática de um crime de roubo agravado. A Brisa que pedia uma indemnização de 971 euros por danos patrimoniais vai receber 125 euros por parte dos dois principais arguidos Fernando Fonseca e Hilário Ferreira, correspondente ao valor roubado na portagem da Marateca. Os arguidos estavam acusados de associação criminosa, de assaltos a portagens, postos de abastecimento, caixas Multibanco e supermercados que ocorreram entre 2009 e 2010 sobretudo nas zonas de Lisboa e Leiria. O processo de inquérito teve origem num assalto às portagens da A13, em Junho de 2010, em Santo Estêvão, concelho de Benavente. A Polícia Judiciária encontrou depois num poço situado junto à casa partilhada por Fernando, Hilário e Lucinda muitos dos bens roubados neste e noutros assaltos.
Dois dos seis elementos de um grupo de assaltantes condenados a prisão efectiva

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