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Junta aumenta preço de covais para evitar ruptura do cemitério de Samora

Junta aumenta preço de covais para evitar ruptura do cemitério de Samora

Autarquia não tem dinheiro para novo cemitério e quer garantir espaços livres para sepulturas

A ideia de construção de um novo cemitério no Porto Alto, Samora Correia, concelho de Benavente, vai continuar na gaveta no próximo ano devido ao avultado investimento que exigiria.

Edição de 28.12.2011 | Sociedade
A Junta de Freguesia de Samora Correia vai aumentar o preço dos covais no cemitério da cidade para desincentivar a compra dos mesmos por parte dos fregueses e assim ter mais terrenos livres para sepulturas. A decisão parte do facto de a autarquia não conseguir arranjar dinheiro para construir o novo cemitério previsto para a localidade do Porto Alto. A junta está ainda a estudar a possibilidade de alargar o actual cemitério da freguesia para evitar rupturas. O aumento do preço dos covais, que actualmente custam cerca de 750 euros, é de 150 euros. “Temos procurado um terreno no Porto Alto para o novo cemitério, mas não conseguimos encontrar. Precisamos no mínimo entre 300 e 400 mil euros. Só com o apoio da câmara é que poderíamos avançar. Neste momento é completamente impensável”, revelou o presidente da junta, Hélio Justino, na última assembleia de freguesia. “Existe muita gente que já tem terrenos e mesmo assim insiste em comprar novos espaços. Temos famílias com quatro campas. Este aumento tem por objectivo desincentivar as pessoas a comprarem mais terrenos e a recorrerem às campas dos seus familiares”, revelou. Hélio Justino aproveitou também para anunciar que a junta instalou um sistema de alarme e videovigilância no cemitério para combater os roubos que aconteceram nos últimos meses. “Tivemos de comprar este equipamento porque não conseguíamos evitar os roubos de jarras e lanternas em bronze que tem vindo a acontecer. O cemitério é um espaço delicado e espero que este equipamento acabe com os roubos”, revelou. O projecto da nova capela mortuária tem-se arrastado no tempo, mas o autarca garante que até ao final do ano terá tudo pronto para abrir o concurso público para a construção. Recorde-se que a obra da responsabilidade da junta de freguesia, contará com um apoio de 250 mil euros da Câmara Municipal de Benavente. A casa mortuária vai ficar próxima do cemitério e a obra não demorará mais de seis meses a ser erguida. A construção da capela esteve desde o início envolvida em polémica. Muitos munícipes não aceitavam que o edifício fosse construído junto do cemitério e queriam manter a tradição dos funerais atravessarem uma parte da cidade. Surgiu também a hipótese de construir a capela no antigo posto da GNR de Samora Correia, mas o executivo da junta da altura acabou por abandonar o projecto já que os custos de uma adaptação seriam superiores aos de uma construção de raiz.
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