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Nove e oito anos de prisão para dois homens acusados de 27 assaltos à mão armada

Nove e oito anos de prisão para dois homens acusados de 27 assaltos à mão armada

A dois arguidos foi aplicada pena suspensa e outros dois foram absolvidos

Na leitura do acórdão, a presidente do colectivo disse “lamentar não poder condenar todos os arguidos”, que, no seu entender “cometeram os assaltos, mas que não ficaram todos provados”.

Edição de 28.12.2011 | Sociedade
O Tribunal de Benavente condenou na passada semana Fernando Fonseca, líder do grupo que estava acusado de 27 assaltos à mão armada, a nove anos e meio de prisão e aplicou a pena de oito anos e meio a Hilário Ferreira, um dos elementos do grupo. A dois outros arguidos (num total de seis), o colectivo de juízes aplicou a pena suspensa de um ano e seis meses e um ano e três meses, ambos por um crime de detenção de arma proibida e absolveu os restantes dois arguidos.Na leitura do acórdão, a presidente do colectivo disse “lamentar não poder condenar todos os arguidos”, que, no seu entender “cometeram os assaltos, mas que não ficaram todos provados” ocorridos, entre 2009 e 2010, a portagens, postos de abastecimento de combustível, caixas multibanco e supermercados, na zona Centro do país. O processo de inquérito teve origem num assalto às portagens da A13, em Junho de 2010, em Santo Estêvão, concelho de Benavente.Fernando Fonseca foi considerado culpado da prática de dois crimes de roubo agravado, de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada, contra um militar da GNR e uma funcionária de uma portagem, e de dois crimes de detenção de arma proibida.Em cúmulo jurídico e pela prática dos seis crimes, o tribunal entendeu aplicar ao cabecilha a pena única de nove anos e seis meses de prisão, tendo o arguido sido absolvido do crime de associação criminosa, de 25 crimes de roubo agravado, de um crime de furto qualificado e de um crime de ofensa à integridade física na forma tentada.A presidente do colectivo de juízes, Manuela Pereira, aconselhou Fernando Fonseca a cumprir a pena “como deve ser” durante os nove anos e seis meses a que foi condenado. “O meu cliente até estava à espera de mais. Acaba absolvido da maior parte dos crimes de que vinha acusado. Agora vamos analisar o acórdão e logo decidiremos se iremos recorrer da decisão, mas tudo aponta nesse sentido”, disse à Lusa à saída do tribunal, Paulo Canoezas, advogado de defesa de Fernando Fonseca.A Hilário Ferreira, o colectivo de juízes aplicou, em cúmulo jurídico, a pena única de oito anos e seis meses pela prática de dois crimes de roubo agravado, de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada na forma tentada e de dois crimes de detenção de arma proibida.O arguido foi absolvido de um crime de associação criminosa, de 24 crimes de roubo agravado, de um crime de furto qualificado e de um crime de ofensa à integridade física na forma tentada.A Ricardo Ferreira e a Emanuel Rodrigues, o colectivo de juízes aplicou as penas suspensas por um ano e seis meses a um ano e três meses, respectivamente, pela prática de um crime de detenção de arma proibida.O arguido Ricardo Ferreira foi absolvido de um crime de associação criminosa e de 12 crimes de roubo agravado. Entendeu também o Tribunal absolver Emanuel Rodrigues da prática de um crime de roubo agravado. Sobre estes dois arguidos, a presidente do colectivo de juízes justificou as penas suspensas “pelo susto” que os mesmos apanharam e pelo facto de que ambos “não deverão querer repetir a prática destes crimes”. Lucinda Rojão foi absolvida de um crime de associação criminosa e de doze crimes de roubo agravado. Bruno Correia foi também absolvido da prática de um crime de roubo agravado.
Nove e oito anos de prisão para dois homens acusados de 27 assaltos à mão armada

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