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Prédio do Monte Gordo pode ruir a qualquer momento

Instabilidade do edifício ameaça prédios contíguos e vivendas que estão na base da encosta

O prédio no Monte Gordo que está a tombar para a via pública corre o sério risco de ruir se não forem feitas obras urgentes no local. A informação consta do relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que já foi entregue aos moradores.

Edição de 28.12.2011 | Sociedade
O prédio da Quinta de Santo Amaro, no Monte Gordo, em Vila Franca de Xira, que começou a deslocar-se há uns tempos pode ruir a qualquer momento, segundo um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O laboratório fez uma peritagem no local no início de 2011 e concluiu agora que a situação é grave, alertando que é necessário colocar estacas nos prédios, especialmente no lote B, devido à instabilidade da encosta provocada pelo peso exercido pelos edifícios. O prédio em causa faz parte de um conjunto de três blocos de apartamentos com 10 andares cada. A derrocada, a verificar-se, significará um caso sem precedentes na história do concelho de Vila Franca de Xira. O prédio em risco de ruir ficou sem qualquer intervenção durante uma década. Os responsáveis pela construção dos edifícios podem vir a responder em tribunal pelas falhas de construção detectadas pelo LNEC.Agora que recebeu o relatório do LNEC, a câmara diz que já se encontra em posição de avançar com a resolução do problema na encosta. Mas os moradores, que esperam que a solução não demore outra década a chegar, vão ter que arcar com os custos da reparação dos prédios, que apresentam fissuras. Trabalhos que podem rondar um investimento de cerca de 350 mil euros. As obras de sustentação da encosta rondam custos na ordem dos “muitos milhares de euros”, segundo refere a O MIRANTE o vice-presidente da Câmara de Vila Franca, Alberto Mesquita (PS). Os moradores receberam o relatório do LNEC “com preocupação” e dizem ter ficado “alarmados” com a forma como todo o processo de licenciamento e construção dos prédios teve lugar. “Há a intenção de chamar à responsabilidade os arquitectos e engenheiros responsáveis por esta obra”, informa Armando Gonçalves, administrador do condomínio do Lote A, que está habitado. A primeira medida será a instalação de inclinómetros para medir a deslocação dos edifícios, até ao final do ano, nos três lotes.A actual situação representa um perigo não apenas em relação aos prédios vizinhos como também para as vivendas que estão abaixo da encosta. O Bloco B em risco de derrocada, com a letra B, está desabitado e fechado a cadeado pela Protecção Civil Municipal. O prédio está vários centímetros afastado dos restantes. Os outros dois lotes - A e C - apresentam fissuras em vários locais e, num dos apartamentos, a fenda é tão grande “que cabe uma mão inteira lá dentro”, garante Armando Gonçalves. O talude construído pela câmara municipal há cerca de seis anos - depois de o construtor ter desaparecido - para suster o avanço das terras da encosta sobre os prédios também ameaça ruir. “Hoje estamos mais habilitados do que estávamos no passado relativamente a caracterizar os problemas que ali existem. Um tem a ver com a encosta, o outro com os prédios. Aquando da escavação do prédio, essa escavação foi um factor de instabilização da encosta. Agora temos de seguir as recomendações que o LNEC nos trouxe”, explica Alberto Mesquita. Em breve a câmara deverá tomar uma decisão sobre a forma de intervir no local.

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