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Precisamos de menos políticos e de mais operacionais

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Lucília Vieira, 48 anos, vereadora da Câmara Municipal de Ourém

Nasceu no Olival, em Ourém, a 31 de Outubro de 1963. Nunca pensou ser funcionária pública mas é neste sector que trabalha há mais de 20 anos. Dirigiu os Centros de Emprego de Torres Novas, Santarém e Tomar e Centro de formação de tomar antes de assumir funções como vereadora da Câmara de Ourém, após as legislativas de 2009. Orgulha-se do percurso que trilhou com muito trabalho, empenho e dedicação. Repete muitas vezes aos seus colaboradores uma frase que ouviu no início de carreira: a função pública é aquilo que as pessoas que lá trabalham querem que ela seja.

Edição de 28.12.2011 | Três Dimensões
Nunca pensei que viria a trabalhar na função pública. Achava que não funcionava e não me via a trabalhar num meio destes. Estudei sempre em Ourém. Fiz o 12.º ano em Leiria e, mais tarde, tirei o curso superior de Gestão de Empresas em Évora e fiz uma pós-graduação em Administração Pública. Quando acabei o curso, fui-me inscrever ao Centro de Emprego de Tomar e, no dia seguinte, ligou-me o Director do Centro de Emprego de Torres Novas, o Dr. Octávio Oliveira, a convidar-me para ir falar com ele. Disse-me uma coisa que nunca mais me esqueci e que ainda hoje digo aos meus trabalhadores: a função pública é aquilo que as pessoas que lá trabalham querem que ela seja.O Centro de Emprego de Torres Novas foi o meu primeiro trabalho após terminar o curso, em 1990, mas anteriormente já tinha trabalhado. Tomei posse, como directora, a 5 de Agosto de 1992 e estive lá até 2000. Tive muitos dias que saía daquela casa à meia-noite, sem jantar. Começava a fazer o que pensava que era importante mudar e perdia a noção do tempo. Sempre fui uma pessoa de grandes projectos. Durante o meu estágio, lembro-me de ter feito umas folhas de cálculo em Excel que começaram a ser utilizadas no IEFP a nível nacional. Depois fui dirigir o Centro de Emprego de Santarém e mais tarde o Centro de Emprego de Tomar, Centro de Formação de Tomar até chegar à Câmara de Ourém. A gestão corrente é demasiado monótona e eu gosto de desafios. Quando a casa já está arrumada, está na altura de ir para outra. Quando fui nomeada directora do Centro de Emprego de Tomar não desarmei enquanto não consegui que comprassem um terreno para construir o edifício de raiz e mudar os serviços. É a menina dos meus olhos. Penso que herdei esta característica da minha mãe que é uma pesoa muito determinada. Sou uma pessoa de grandes causas e convicções. Gosto de liderar, criar equipas e relacionar-me com as pessoas. Se não conseguirmos que os colaboradores alinhem nos nossos objectivos não conseguimos nada. Sou exigente comigo e com as pessoas que me rodeiam. O exemplo tem que vir de cima. Acho que nasci para a causa pública. E a causa pública é nós termos capacidade de nos dar-mos aos outros. Sinto-me muito bem nessa pele.Se tivéssemos menos políticos e mais operacionais dedicados à causa pública, o país não estava como está. Não sou filiada em nenhum partido porque isso é vender a alma. É ter que dizer “Yes” (Sim) a tudo aquilo que alguém define e eu gosto muito de pensar pela minha cabeça. Mas os partidos são como os clubes de futebol, fazem parte do sistema. No fundo, quem tiver determinação e capacidade é que faz acontecer. Quase todos os dias levo papéis para despachar em casa. Tenho, entre outros, o pelouro das Obras e do Urbanismo, que acarreta uma grande responsabilidade profissional. O meu lema passa por dar uma resposta célere aos processos. Sou natural e residente em Ourém e sempre fui dormir a casa. A minha mãe vive sozinha e nunca me passou pela cabeça deixá-la sem companhia. Tenho quatro irmãos e sou a segunda mais velha.Acho que Ourém, geograficamente, está posicionado numa região de excelência. Temos a sorte de ter Fátima que tem um potencial inesgotável. Ourém tem uma riqueza que não consegui encontrar em mais nenhum lado no distrito. Tem pessoas muito trabalhadoras que, geneticamente, são muito determinadas e empreendedoras. Não me imagino a viver numa cidade grande. Gosto muito de conduzir e já fiz viagens de carro pela Europa. Criei duas empresas, a primeira das quais em 1998, ligadas ao ramo da criação animal. O meu escape, ao fim-de-semana, é o contacto com os animais que andam por ali à solta. Nas férias, só atendo o telemóvel se for a minha família, a minha secretária ou o Presidente da Câmara. Sempre pratiquei muito desporto mas, desde que estou na autarquia, deixei de lado o exercício físico. Tenho saudades. Já prometi a mim mesma que em Janeiro vou voltar ao ginásio.Elsa Ribeiro Gonçalves
Precisamos de menos políticos e de mais operacionais

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