uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Denúncia sobre concorrência desleal por técnicos da Câmara de Almeirim vai para inquérito

Edição de 07.03.2012 | Política
O engenheiro civil da Câmara de Almeirim, Rocha Pinto, pediu na última reunião do executivo camarário, em nome dos técnicos da autarquia, que o município tome uma posição em relação às acusações feitas pelo gerente da empresa de projectos Topoárea, em Janeiro. O funcionário diz que o município deve intimar o empresário Carlos Leandro a concretizar as situações em que levanta suspeitas sobre o trabalho dos técnicos. Rocha Pinto apelou a uma actuação da câmara e disse que esta deve defender os seus funcionários e que deve, se for caso disso, avançar com processos judiciais. O presidente da autarquia, Sousa Gomes (PS), que já tinha prometido na altura a abertura de um inquérito, garantiu que este se vai iniciar agora com a aprovação da acta, na segunda-feira, relativamente à reunião em que foram feitas as denúncias.O vereador da CDU, Aranha Figueiredo, chegou a dizer que ele próprio iria enviar a acta e o seu relato dos acontecimentos para investigação do Ministério Público e para a Inspecção-Geral da Administração Local. Porque, disse, as “acusações são graves”, realçando que não aceitava “estar sentado” nas reuniões do executivo sem que se tomasse uma atitude, garantindo que o assunto “não vai ficar dentro das paredes da câmara”. Depois da garantia dada por Sousa Gomes de início do inquérito, Aranha Figueiredo disse que vai ficar a aguardar pelo desenrolar do mesmo.Tanto Aranha Figueiredo como o vereador independente Francisco Maurício (MICA), consideraram que a acta da sessão não é suficientemente exaustiva sobre o que foi dito, mas que contém o fundamental para que se inicie o inquérito. Recorde-se que Carlos Leandro, que já fez projectos de obras para o município, disse estar a ser alvo de concorrência desleal por parte de funcionários da autarquia que andam a fazer trabalhos por fora promovendo uma economia paralela e prejudicando as empresas. Referiu ainda que é “deplorável” que existam funcionários do município que no horário de trabalho andam a fazer avaliações de edifícios para entidades privadas.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...