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Independentes por Tomar admitem demissão em bloco com PS para permitir eleições intercalares

Edição de 07.03.2012 | Política
O grupo “Independentes por Tomar” diz que caso o actual executivo social-democrata que gere a Câmara de Tomar, liderado por Carlos Carrão, não apresente a demissão, será ele a criar condições para que se demitam, dando espaço à realização de eleições intercalares, antes das autárquicas de 2013.O vereador independente Pedro Marques refere, no entanto, que só avança caso os vereadores do PS, a outra força política na oposição, procedam de igual forma uma vez que a demissão dos dois vereadores independentes, por si só, garantia uma nova maioria ao PSD. Na última reunião de executivo camarário, realizada na manhã do mesmo dia, o vereador socialista, Luís Ferreira, “convidou” o presidente da câmara a sair de funções, mas, segundo apurámos, ainda não existe uma decisão ao nível da concelhia socialista liderada por Anabela Freitas. Em comunicado lido numa conferência de imprensa, os independentes referem que o actual executivo PSD, “face à incompetente gestão que tem protagonizado, não tem capacidade política, nem reúne condições para continuar a liderar os destinos do município que continua num processo acelerado de corrida para o abismo”. Pedro Marques e Graça Costa consideram que a situação piorou com a suspensão de mandato, e posterior renúncia, de Corvêlo de Sousa, acrescentando que não há diálogo com o actual presidente de câmara, Carlos Carrão. Pedro Marques considera que este modo de governar é um “vício”, fruto de alguns mandatos em maioria absoluta. “Habituaram-se a governar sem falar com ninguém mas agora estão em minoria, deviam mudar a sua forma de actuação”, considerou o independente. O presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD) considera que esta posição dos independentes visa apenas o desgaste político, uma vez que o PSD está a gerir a câmara em minoria. “Acho estranho que digam que há falta de diálogo, tendo feito reuniões sucessivas quer com o PS, quer com os independentes no sentido de analisar documentos estratégicos para o concelho”, disse o autarca a O MIRANTE. Carlos Carrão refere que o PSD “não abdica da sua estratégia” pelo que vai continuar a governar a autarquia até ao final do mandato, independentemente das posições das restantes forças políticas.

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