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Só quatro câmaras da região merecem nota positiva dos Técnicos Oficiais de Contas

Anuário financeiro referente a 2010 mostra o estado das contas dos municípios
Edição de 07.03.2012 | Política
Vila Franca de Xira foi classificada em primeiro lugar no ranking dos municípios de grande dimensão com melhor eficiência financeira a nível nacional, a par do município da Amadora. A análise foi feita pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e consta do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses respeitante às contas do ano de 2010. A câmara gerida por Maria da Luz Rosinha (PS) consegue também aparecer no anuário como o terceiro município com menor índice de dívidas a fornecedores. A análise da eficiência financeira dos municípios portugueses teve em conta 15 indicadores, entre eles a liquidez, diminuição das dívidas de curto prazo, o prazo médio de pagamentos, o índice de endividamento líquido e o grau de execução da receita cobrada relativamente à despesa. Todos os anos a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas publica o seu anuário financeiro que mostra o estado das contas dos municípios. No que toca ao ranking dos 20 melhores municípios de média dimensão surgem em 12º lugar Abrantes e em 16º Salvaterra de Magos. Nos municípios de pequena dimensão Coruche é o único da região a figurar na lista, ocupando o oitavo lugar.O anuário financeiro mostra ainda que Cartaxo, Vila Franca de Xira e Benavente são dos municípios nacionais com maior independência financeira. Já Torres Novas, Alcanena e Tomar figuram na lista dos municípios com menor grau de execução da receita cobrada. Santarém, capital de distrito, figura na lista negra dos municípios com menor liquidez. Vila Franca e Benavente são, de todas as câmaras da região, as que têm nos impostos municipais o seu maior peso de receita.Na apresentação do anuário, realizada em Lisboa, João Carvalho, coordenador do estudo, considerou Vila Franca de Xira, Almada e Amadora como exemplos de boa gestão e sublinhou o facto de serem municípios com dívidas “reduzidas e insignificantes”, representando situações “não preocupantes” no panorama nacional. Ao todo, recorde-se, os municípios e as empresas municipais do país devem cerca de 10 mil milhões de euros e estão a demorar mais tempo a pagar aos fornecedores, situação que prejudica as economias locais. O anuário faz uma análise da saúde financeira dos 308 municípios portugueses e de 304 empresas municipais e 290 serviços municipalizados de água e saneamento.

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