uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
ETAR de Vila Franca foi construída em terreno que não era do município

ETAR de Vila Franca foi construída em terreno que não era do município

Fundo imobiliário que tem o terreno na sua posse reclama 1,2 milhões da câmara

O negócio do terreno onde foi construída a ETAR de Vila Franca de Xira foi feito por acordo de cavalheiros entre a câmara e a Obriverca. Agora a autarquia pode ter que pagar um milhão e 200 mil euros para o adquirir porque a propriedade passou para um fundo imobiliário.

Edição de 07.03.2012 | Sociedade
A ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Vila Franca de Xira foi construída num terreno que não estava na posse do município e por isso a câmara poderá agora ter que pagar um milhão e 200 mil euros para o adquirir. O negócio avançou mediante um acordo de princípio entre a câmara e a Obriverca, o urbanizador da Nova Vila Franca. Entretanto o terreno passou, há cerca de dois anos, para um fundo imobiliário que reclama agora este valor para a venda do terreno. “Como a ETAR tinha que avançar, porque havia prazos para cumprir e uma candidatura, houve uma autorização de princípio do proprietário para podermos construir”, explica a O MIRANTE o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS) que garante que a ideia era resolver a questão no momento seguinte.Câmara e Obriverca nunca chegaram a definir concretamente como seria a situação resolvida mas Alberto Mesquita garante que a permuta de terrenos poderia ser uma das hipóteses. “Estávamos a pensar resolver a questão de outra forma e não em pagamento em numerário”, esclarece.O terreno não passou imediatamente para a posse do município no âmbito do licenciamento da urbanização nos espaços anexos da Lezíria das Cortes, conhecida por Nova Vila Franca, e a Fundimo, sociedade gestora de fundos de investimento imobiliário do grupo Caixa Geral de Depósitos, comprou entretanto à Obriverca os direitos sobre o espaço.O fundo imobiliário quer fechar aquele processo, fez uma avaliação do terreno e pediu o mesmo à câmara para que as partes cheguem a acordo. O valor apontado, um milhão e 200 mil euros, é o dobro do valor real do terreno que tem 39 metros quadrados. O equipamento que serve a parte norte do concelho está a funcionar desde 2007. O desfecho do processo terá que passar por reunião de câmara.O vice-presidente explica que na urbanização em causa a câmara acautelou o espaço para a construção do novo tribunal que provavelmente à luz das prioridades do novo governo não irá avançar. “O promotor cedeu o terreno para o tribunal e não poderíamos ir além disso. Ou tínhamos o espaço para o tribunal ou tínhamos espaço para ETAR. Não podíamos ter as duas coisas”. Alberto Mesquita garante que a situação do terreno da ETAR de Alverca é diferente. “Estamos a desenvolver um estudo que tem em vista uma intervenção urbanística naquela zona. No âmbito dessa intervenção urbanística o terreno será cedido para o efeito”, esclarece.
ETAR de Vila Franca foi construída em terreno que não era do município

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...