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Munícipe que chamou palhaço ao presidente da assembleia municipal foi impedido de intervir

Presidente aconselhou Rui Perdigão a pedir esclarecimentos em reunião de câmara

Um arquitecto de Alhandra, que se tornou conhecido por se opor à demolição do Teatro Salvador Marques, foi impedido de intervir na última assembleia municipal. Há seis anos Rui Perdigão chamou palhaço ao anterior presidente da assembleia, João Gaspar. O actual detentor do cargo, João Quítalo, diz que continua à espera do pedido de desculpas, tal como ficou acordado em tribunal, por considerar que toda a assembleia foi ofendida.

Edição de 07.03.2012 | Sociedade
O munícipe Rui Perdigão que em 2006 chamou palhaço ao então presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, João Gaspar, foi impedido de intervir na última sessão daquele órgão que se realizou na noite de terça-feira, 28 de Fevereiro, em Alhandra. O arquitecto foi um dos dois munícipes a inscrever-se no final da sessão, no período reservado à intervenção do público, depois de ter aguardado três horas, mas o presidente só deu a palavra a um outro cidadão. O actual presidente da assembleia, João Quítalo (PS), entendeu que Rui Perdigão deveria ter pedido desculpas ao antecessor, tal como ficou decidido em tribunal, o que não aconteceu, justificando assim a decisão de não lhe conceder a palavra. João Quítalo aconselhou Rui Perdigão a pedir os esclarecimentos em reunião de câmara. Recorde-se que o cidadão, que actualmente é eleito do Bloco de Esquerda na Assembleia de Freguesia de Alhandra, chegou a ser condenado ao pagamento de uma multa de quase dois mil euros por ofensas ao autarca João Gaspar. A sentença viria mais tarde a ser anulada depois de um recurso pedido pelo cidadão tendo em conta que as sessões não tinham sido integralmente gravadas. As partes chegaram a acordo e ficou decidido que o cidadão pediria desculpas. Na última sessão, depois de pedir a palavra para falar sobre requalificação urbanística, Rui Perdigão ainda tentou emendar a mão e fazer o pedido de desculpas, por intermédio da deputada Carla Constâncio (Bloco de Esquerda), o que João Quítalo considerou estar já fora de tempo naquele dia. “Se o munícipe pedir desculpas primeiro numa próxima sessão e depois se inscrever para outros esclarecimentos dar-lhe-ei a palavra”, esclareceu João Quítalo a O MIRANTE. Rui Perdigão não compreende por que razão João Quítalo não o deixou intervir tendo em conta que o pedido de desculpas era devido ao anterior presidente e não ao actual ou à assembleia. O autarca de freguesia Rui Perdigão admite a O MIRANTE que o comportamento que teve há seis anos foi “menos adequado” mas considera que isso não justifica a decisão “desmesurada” do presidente e vai fazer queixa ao provedor de justiça.O episódio de injúrias remonta a uma reunião realizada a 27 de Abril de 2006. O munícipe interveio na condição de membro da comissão que se opunha à demolição do Teatro Salvador Marques, em Alhandra. Rui Perdigão exaltou-se e chamou palhaço ao presidente da assembleia quando este lhe solicitou para que apressasse a sua intervenção. Acusou a assembleia de ter atitudes anti-democráticas e acabou por ser levado para o exterior da sala onde decorria a sessão. Este tipo de comportamento já se tinha evidenciado em reuniões e assembleias municipais que muitas vezes terminaram com Rui Perdigão a abandonar a sala a vociferar.

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