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Um mercado municipal do terceiro mundo que ninguém recupera apesar de muitas promessas

Um mercado municipal do terceiro mundo que ninguém recupera apesar de muitas promessas

Produtos são vendidos em péssimas condições mas câmara diz que novo mercado não é prioridade

O mercado de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, está a funcionar sem o mínimo de condições. Apesar das várias promessas de reparação nada foi feito. Os comerciantes temem por uma inspecção que encerre definitivamente o espaço e os clientes criticam a atitude do presidente da câmara, Joaquim Ramos, que entende que a construção de um novo mercado não é uma prioridade.

Edição de 07.03.2012 | Sociedade
Há mais de 20 anos que o mercado de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, funciona sem condições apesar das várias promessas de que iria ser arranjado. A última das quais em 2007, quando o presidente da junta, Herculano Martins (CDU), falou na possibilidade de ser criado um novo mercado junto à antiga escola primária. Mas até agora nada foi feito. O mercado continua no mesmo sítio, pequeno, com piso irregular, caixas de fruta empilhadas no chão, bancas sem condições e falta de uma cobertura que evite que o Sol estrague os alimentos. Os comerciantes e os clientes estão revoltados com o estado de abandono a que o espaço foi votado e apontam o dedo à câmara municipal. Quem ali faz negócio, a poucos metros do palácio de Pina Manique, teme pela visita de uma inspecção e que o espaço seja encerrado por falta de condições. “Temos poucas condições, sobretudo a falta de bancas como deve ser, um pequeno telhado e gostávamos de ver o chão arranjado”, lamenta Pedro Correia, um dos seis comerciantes do mercado. O espaço funciona três dias por semana. “O sítio onde se encontra é espectacular e o ideal era recuperá-lo”, defende. Quem compra também não gosta de ver o estado em que os comerciantes têm de trabalhar.A maioria dos comerciantes diz não se importar em pagar uma taxa adicional de ocupação do mercado, se isso significar o arranjo do espaço. “O que queremos é ver isto arranjado, pelo menos que seja colocada uma cobertura e que o piso seja reparado”, defende Isabel Silva, comerciante. Há 23 anos que vende no mercado de Manique do Intendente e “sempre se lembra” de ver o espaço em mau estado. “Vê-se outros mercados bonitos e com boas condições e nós aqui nada”, lamenta. Apesar do sentimento de revolta ser geral ainda há comerciantes que dizem já não adianta fazer queixas. “Não vai servir de nada, fala-se muito e ainda nos arriscamos a vir cá uma inspecção qualquer e fechar isto”, desabafa um comerciante. A limpeza e manutenção do mercado é uma responsabilidade da junta de freguesia mas todas as intervenções de fundo competem à câmara municipal. O presidente da junta de Manique do Intendente, Herculano Martins (CDU), reconhece que a manutenção tem sido assegurada mas que se está a tornar cada vez mais difícil fazer a limpeza do espaço por falta de azulejos. “O mercado não tem o mínimo de condições. Foi construído muito antes do 25 de Abril, tem bancas de peixe e de fruta e não se admite que se lave peixe em baldes e se venda a fruta no chão”, lamenta o autarca.Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS), explica que a construção de um novo mercado em Manique não é uma prioridade para o executivo. E atendendo às dificuldades financeiras do município não há dinheiro para a recuperação do actual espaço e muito menos para fazer um mercado novo. O presidente da junta lamenta a decisão do presidente da câmara. “O Joaquim Ramos não se interessa muito com o mercado de Manique, tem outras prioridades como a praça de toiros”, critica.
Um mercado municipal do terceiro mundo que ninguém recupera apesar de muitas promessas

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