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“Os Verdes” questionam Governo sobre alteração do curso do rio Crós-Cós

Partido quer saber que organismos do Ministério do Ambiente deram parecer sobre a obra
Edição de 14.03.2012 | Política
O deputado José Luís Ferreira do partido ecologista “Os Verdes” quer saber que organismos do Ministério do Ambiente deram parecer sobre a regularização do rio Crós-Cós na Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) da Quinta do Moinho de Ferro, em Alverca, e qual o teor desses pareceres. Nesse sentido o parlamentar já entregou na Assembleia da República um requerimento dirigido ao Governo. O partido quer também saber que parecer emitiu a Região Hidrográfica do Tejo sobre a obra. As dúvidas do grupo parlamentar surgiram na sequência de uma visita de trabalho ao local da obra. “Os Verdes” foram conhecer as margens do rio Crós-Cós junto à Quinta do Moinho de Ferro e ouviram os proprietários queixarem-se que os serviços da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira terão procedido ao desmatamento e à marcação com estacas das margens do rio. A marcação, contudo, não ficou simétrica nas duas margens, com prejuízo para os moradores da Quinta do Moinho de Ferro. “Com essas marcações terá ficado também visível que o desvio do curso do rio em relação ao seu percurso original iria aumentar algumas das suas curvas e eliminar outras”, referem “Os Verdes” em comunicado.As obras do rio decorrem desde Abril de 2009, data em que foi adjudicada à empresa Conduril por uma verba que ronda os 5,7 milhões de euros. A maior fatia, de 4,2 milhões de euros, provém de fundos comunitários. A intervenção consiste na estabilização do leito do rio e na criação de socalcos que permitam a redução da velocidade das águas, que são responsáveis pelas inundações na cidade. Recentemente, tal como O MIRANTE já noticiara, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), admitiu que a obra está atrasada e que dificilmente ficará concluída este mês. Já em Junho do ano passado, data inicialmente prevista para a conclusão da obra, a câmara aprovou uma prorrogação do prazo da empreitada até Março devido a atrasos na expropriação de terrenos, alteração dos métodos de construção e demora no desvio de infra-estruturas por parte de outras entidades.Recorde-se que as obras deixaram marcas também no comércio da Avenida 5 de Outubro, em Alverca. A intervenção naquela artéria deveria ter durado apenas três meses mas arrastou-se durante nove, obrigando três lojas a fechar e causando prejuízos elevados aos comerciantes.

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