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Administração do CHMT admite despedimentos se dificuldades se mantiverem

Administração do CHMT admite despedimentos se dificuldades se mantiverem

Centro Hospitalar do Médio Tejo tem um défice acumulado de 160 milhões de euros, dos quais 60 milhões são de dívidas a fornecedores.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), Joaquim Esperancinha, admitiu que a reestruturação em curso daquela unidade pode culminar em despedimentos de funcionários se as dificuldades financeiras se mantiverem.“Se o conselho de administração tiver capacidade para inverter a tendência de resultados, seguramente não haverá despedimentos”, disse o presidente. Logo de seguida frisou que, “se esta situação se mantiver, nenhuma instituição pode continuar com esta trajectória de resultados”.Joaquim Esperancinha falava na comissão parlamentar de Saúde, onde esteve no dia 7 de Março a pedido do Bloco de Esquerda para discutir o plano de reorganização do CHMT, que agrupa os hospitais de Torres Novas, Abrantes e Tomar. Aos deputados, o presidente do conselho de administração começou por descrever a actual situação do centro hospitalar, indicando que tem um défice acumulado de 160 milhões de euros, dos quais 60 milhões são de dívidas a fornecedores.O responsável disse ainda que, em 2011, o CHMT teve custos na ordem dos 103 milhões de euros e anunciou que, em 2013, pretende diminuir esse valor em 17 milhões de euros.Para tentar controlar o défice em valores entre os três e os cinco milhões de euros, Joaquim Esperancinha disse ser necessário ter três anos para trabalhar. “Em três anos, o conselho de administração tem consciência de que pode controlar o défice”, afirmou.Questionado sobre a actuação da anterior administração do centro hospitalar, Joaquim Esperancinha descreveu-a como sendo de “imobilismo”. “Foi o que senti”, disse aos deputados, acrescentando ter detectado situações que lhe pareceram menos claras e que levaram a que pedisse uma auditoria externa à gestão anterior, que ainda não está concluída.
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