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Centro de Saúde de Santarém muda-se e deixa Misericórdia sem uma boa fonte de rendimento

Centro de Saúde de Santarém muda-se e deixa Misericórdia sem uma boa fonte de rendimento

Vivenda remodelada que pertence ao Estado vai acolher serviços que funcionavam em instalações da Santa Casa da Misericórdia no complexo do antigo hospital da cidade.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
O Centro de Saúde de Santarém está a funcionar desde esta terça-feira, 13 de Março, em instalações que pertencem ao Estado, deixando o espaço alugado à Santa Casa da Misericórdia da cidade, que assim perde uma boa fonte de rendimento. Carlos Ferreira, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Ribatejo, afirma que, além da poupança de 70 mil euros anuais de rendas pagas à Misericórdia, o Centro de Saúde de Santarém “ganha em funcionalidade”.O novo espaço, uma vivenda no Bairro de S. Bento que pertencia ao Ministério da Educação e onde funcionaram serviços dessa área, sofreu ao longo dos últimos meses obras de adaptação, dispondo de 38 gabinetes, quando nas antigas instalações eram apenas 10.O edifício vai acolher duas das quatro Unidades de Saúde Familiares (USF) existentes no concelho - a que está a funcionar nas instalações da Misericórdia (USF do Planalto, que presta cuidados a 14.600 utentes) e uma das que tem funcionado na extensão de S. Nicolau, a USF Almeida Garrett, que serve 13.222 utentes.No mesmo local funcionará ainda o Serviço de Saúde Pública e o Serviço de Cardiopneumologia, que realizará meios complementares de diagnóstico, como electrocardiogramas e espirometrias, para todo o concelho.O espaço libertado na extensão de S. Nicolau, com a saída da USF Almeida Garrett, vai permitir a instalação neste local da Unidade de Cuidados Continuados, que tem actualmente a sua base num primeiro andar, também alugado e “com pouca funcionalidade”, frisou o responsável.“Com a entrada em funcionamento deste novo espaço, a cidade de Santarém passa a dispor de duas unidades de prestação de cuidados de saúde primários, a nova unidade, na zona Este, e a unidade de S. Nicolau, no outro extremo da cidade”, disse.Além da Unidade de Cuidados na Comunidade, a extensão de S. Nicolau mantém em funcionamento a USF de S. Domingos, que serve uma população de 17.000 utentes. Carlos Ferreira frisou que as quatro USF a funcionar no concelho de Santarém (a do Alviela serve a zona norte) permitem que todos os 65.000 utentes inscritos tenham médico de família.A visita às novas instalações contou com a presença do vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, e dos coordenadores Emília Roque (USF Planalto), Joaquim Gonçalves Marques (USF Almeida Garrett) e Clara Garcia (Unidade de Saúde Pública). As três unidades são servidas por cerca de 45 médicos, enfermeiros e administrativos. Foi acordado com a Rodoviária do Tejo a disponibilização de transporte de meia em meia hora, entre as 08h00 e as 20h00, de segunda a sexta-feira.O custo total da obra superou 1,1 milhões de euros e foi comparticipada por fundos comunitários em cerca de 775 mil euros. A empreitada ficou a cargo da empresa Xavieres, Lda.
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