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Dificuldades de tesouraria assumidas no 32.º aniversário da Canto Firme

Dificuldades de tesouraria assumidas no 32.º aniversário da Canto Firme

Os cerca de 30 funcionários e professores da associação têm ordenados em atraso

O maestro António Sousa, presidente da Direcção, colocou a circular entre os convidados da sessão solene, simbolicamente, um mealheiro de lata.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
No dia em que assinalou o seu 32.º aniversário, no sábado, 10 de Março, a direcção da Canto Firme - Associação Cultural de Tomar quis deixar bem claras as dificuldades de tesouraria que atravessa neste momento, em virtude do atraso que existe nas transferências de fundos comunitários do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional.Por esta razão, num gesto que se encara como simbólico, o maestro António de Sousa, 62 anos, que preside à Direcção da associação há um ano e dois meses, fez circular entre os convidados da sessão solene um mealheiro de lata com motivos infantis, para que os presentes pudessem contribuir com donativos. A ideia partiu dos encarregados de educação dos alunos. “Cabe-me a mim dar o exemplo”, disse o maestro, após o que colocou uma nota de dez euros no interior do mesmo. Sócio n.º 1 da Canto Firme, António de Sousa relembrou que entrou para esta associação com 30 anos, tendo dedicado metade da sua vida à mesma. Por isso, foi com alguma mágoa que assumiu que os cerca de 30 funcionários e professores da associação têm ordenados em atraso. “O atraso dos reembolsos mantêm-se. Se não cumprem connosco, infelizmente também não podemos cumprir”, disse, agradecendo aos funcionários e professores a compreensão pelo problema.António de Sousa relembrou também a falta de apoio ao associativismo “congelado” desde há dois anos pela Câmara Municipal de Tomar. “O pior que há de não haver apoio ao associativismo não é a falta de dinheiro mas sim a falta de transparência, já que os apoios pontuais continuam a ser atribuídos. Preferimos pouco dinheiro com regras claras do que falta de regras”, disse António de Sousa. Presente na sessão, o vice-presidente da autarquia tomarense, José Perfeito (PSD), garantiu que o regulamento do apoio ao associativismo irá ficar pronto em breve. Antes da sessão solene, e durante toda a tarde, decorreu “A Festa da Música” com mini-concertos das variadas classes instrumentais, com muitos encarregados de educação na assistência. “Digo, com o distanciamento que a idade me permite, que se viram aqui coisas com muita qualidade e uma organização de excelência, que não será fácil de repetir em Tomar. Mas cabiam muito mais pessoas”, disse António de Sousa.
Dificuldades de tesouraria assumidas no 32.º aniversário da Canto Firme

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