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Distrito de Santarém tem seis capitais mas só três estão registadas

Distrito de Santarém tem seis capitais mas só três estão registadas

Estudo académico defende que cada município deve procurar um motivo para ser “capital”

Cartaxo é a Capital do Vinho, Ferreira do Zêzere é a Capital do Ovo e a Golegã a Capital do Cavalo. As três fizeram o respectivo registo. As capitais da Sopa da Pedra, do Comboio e do Gótico não registaram a marca. Mação também se atrasou e agora a Capital do Presunto é Barrancos.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
Lisboa é a capital administrativa do país. Santarém é capital de distrito mas o país e a região são férteis noutro tipo de capitais. Num trabalho que está a desenvolver, Manuel Mendes, da Universidade do Minho (UM), já identificou pelo menos 53 concelhos como sendo as “capitais” de diversas actividades ou produtos e defende que, se cada município procurasse um motivo para ser uma “capital”, o país ficaria mais competitivo.O trabalho académico deverá ser aprofundado durante o mestrado de Economia, Mercados e Políticas Públicas, mas alguns dados foram já revelados num artigo de opinião publicado no blog http://planeamentoterritorial.blogspot.com/, dinamizado pelo professor da UM J.Cadima Ribeiro. Manuel Mendes realça que apenas 19 dos municípios que usam o título de capital registaram a marca. Nesse grupo não consta o de Cartaxo Capital do Vinho, mas a marca está registada desde 2002, como pudemos comprovar no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (http://www.marcasepatentes.pt).O distrito de Santarém tem seis capitais mas apenas três são marcas registadas. Cartaxo como Capital do Vinho, Ferreira do Zêzere como Capital do Ovo e Golegã como Capital do Cavalo. As outras três, Almeirim Capital da Sopa da Pedra; Entroncamento Capital do Comboio e Santarém Capital do Gótico, se não tratarem de registar a marca arriscam-se a passar pela mesma situação de Mação que teve que trocar o título de Capital do Presunto para Catedral do Presunto porque Barrancos se antecipou a registar a marca.As denominações de capital destinam-se a valorizar as características locais. Algumas são unanimemente consideradas, como é o caso de Almeirim Capital da Sopa da Pedra ou mesmo da Golegã Capital do Cavalo. Outras podem vir a ser reclamadas por outros municípios. O que se passou com Mação, cujo presidente da câmara tinha anunciado a intenção de registar a marca Capital do Presunto em 2006, por considerar que cerca de 70 por cento da produção nacional de presunto era oriunda do seu município, mas que acabou por se deixar ultrapassar por Barrancos.Produtos que são reclamados por mais do que um município são o “calçado” que está registado como a imagem de marca de São João da Madeira mas também é reclamado por Felgueiras; a chanfana, que é uma marca de Miranda do Corvo, o que fez com que Vila Nova de Poiares se passasse a intitular como a “capital Universal da chanfana” e a cereja, que estando registada como marca de Resende é reclamada também pelo Fundão.A adopção de um título de capital e o seu registo é importante mas não é o mais importante. Em declarações à Lusa, J.Cadima Ribeiro salientou que “mesmo os territórios que muitas vezes tendemos a desconsiderar” têm sempre alguma coisa de que é possível tirar partido, embora isto não seja suficiente para travar a desertificação. “Quando se acaba com a assistência médica nos lugares, se precariza todo o contexto em termos de ensino, está-se a trabalhar em sentido contrário e essas terras pouco podem fazer”, considera.A lista completa das “Capitais de Portugal” pode ser consultada no site http://planeamentoterritorial.blogspot.com.
Distrito de Santarém tem seis capitais mas só três estão registadas

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