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Falta de investidores trava transformação da pista da Giesteira em aeroporto regional

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
A intenção que a Câmara de Ourém tinha de transformar a pista aérea da Giesteira num aeroporto regional pode não sair do papel. A autarquia não tem dinheiro para comprar a pista - que continua ilegal - e não existem investidores interessados em apostar naquele equipamento situado na zona de Fátima. Depois das últimas notícias que davam conta da possível abertura da base aérea de Monte Real à aviação civil, os vereadores do PSD na autarquia questionaram a maioria PS que lidera o executivo municipal sobre o ponto da situação da legalização da pista da Giesteira e da possibilidade de esta receber voos low-cost (baixo custo). A O MIRANTE, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca (PS), considera que a abertura da pista de Monte Real à aviação civil “não tem pernas para andar” uma vez que é uma base militar e que pertence à NATO (Organização do Tratado Atlântico Norte). O autarca recorda que o município chegou a fazer um estudo que previa a abertura da pista da Giesteira para voos low-cost. “O problema é que esse projecto tinha um investimento brutal e os potenciais investidores desistiram da ideia”, esclarece, acrescentando que continua a defender que este seria um projecto “muito rentável” para o concelho.Recorde-se que, tal como O MIRANTE noticiou (ver edição 25-02-2010), a autarquia pretendia transformar a pista da Giesteira num aeroporto regional para aviões médios integrando-o numa rede de aeroportos que servem vários santuários internacionais. Paulo Fonseca ainda mantém a opinião de que este equipamento iria trazer grandes vantagens em termos turísticos para Fátima.Para além da falta de dinheiro da autarquia e do desinteresse de potenciais investidores existe também o problema do proprietário da pista nunca a ter legalizado. A pista pode ser legalizada desde que sejam cumpridas algumas formalidades uma vez que está prevista no Plano Director Municipal (PDM). O aumento do tamanho da pista de 1100 metros para dois mil metros é condição fundamental para a sua legalização e posterior utilização por aviões médios.Pista recebe testes a veículos de competiçãoDesde 2010 que, com a desactivação da pista da Giesteira, os terrenos que circundam o espaço converteram-se num circuito para testes a automóveis de competição. A funcionar de forma independente do aeródromo, mas dentro dos seus limites, o “Terródromo de Fátima” procurou responder às diversas solicitações como espaço para condução avançada. Em torno da pista, por entre a serra, está preparado um percurso de seis quilómetros. Rampas, zonas para saltos, terreno plano e acidentado, entre outras estruturas, oferecem as condições para que se possa testar todas as características do veículo. A cerca de 420 metros de altitude, na estrada que passa pelo Estádio Municipal, esta é uma zona sossegada, com vista panorâmica sobre o Castelo de Ourém e a A1. Caso o projecto para o aeroporto na Giesteira não se concretize, o Terródromo encontra-se preparado para seguir o processo de legalização para uma pista de corridas.

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