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Final nacional das Olimpíadas da Oratória dia 22 na Escola Maria Lamas em Torres Novas

O projecto nasceu na escola de Torres Novas e há vontade de o internacionalizar

O ano passado só participaram escolas de Torres Novas. Este ano são esperadas 8 escolas de diversos pontos do país e um total de 40 oradores. O encontro decorre na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
Melhorar a expressão oral dos jovens estudantes e ensiná-los a ouvir é o grande objectivo das Olimpíadas da Oratória, um projecto nascido na Escola Secundária Maria Lamas no ano lectivo 2010/2011 e que este ano foi alargado a escolas de todo o país com uma sessão final marcada para dia 22 de Março na biblioteca municipal de Torres Novas, na qual participam 40 oradores de 8 escolas.“O aluno normal tem bastantes dificuldades de expressão oral e escrita. O que pretendemos é que, através da audição dos melhores, os outros alunos consigam melhorar pois, nestas idades, mais vale o exemplo dos pares do que o exemplo de superiores ou professores”, explica o coordenador do projecto, professor José Carlos Costa Reis e Silva.As causas do mal são referidas da seguinte forma, pelo mesmo docente na edição online do Jornal Impressões, da escola Maria Lamas. “O grande problema da escrita e da fala dos nossos alunos é o facto de o português não respeitar o outro quando fala. Ninguém consegue completar um raciocínio sem que alguém o interrompa. De modo que os alunos estão habituados a falar com monossílabos que é o que os ouvintes lhes permitem que digam. Se lhes pedem um texto mais completo, bloqueiam. Bloqueiam na fala, bloqueiam na escrita e escrevem mal. Escrevem mal porque não estão habituados a falar bem”, explica.E acrescenta em defesa do projecto: “De notar que a liderança depende da oratória. Grandes líderes são homens que falam bem. Por outro lado, na vida do dia-a-dia, é mais importante a fala do que a escrita. O trabalho em grupo depende de uma boa capacidade de saber ouvir e de saber falar. Deste modo, pretendemos colmatar uma brecha da nossa sociedade e conseguir que os alunos adquiram competências que os tornem melhores líderes e melhores membros de equipas”.No concurso são mais valorizados os estilos que os temas. “Para o Básico, pretendemos que os oradores contassem uma história maravilhosa, sob o tema: “Histórias do Arco-da-Velha”. Pretendemos cultivar a arte de falar ligada à imaginação. Para o Secundário, o estilo foi o do expositivo-argumentativo, sob o tema: “Praça Pública”. Cada orador deve defender um ponto de vista, uma tese, um movimento ou actividade.”, esclarece o coordenador.

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