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Póvoa de Santa Iria vai ganhar parque poético e inspirado por ruínas

Estudo prévio foi realizado por Sidónio Pardal da Universidade Técnica de Lisboa

O parque urbano a nascer na Póvoa de Santa Iria será um espaço “poético” inspirado por velhas ruínas de pedra. O seu maior atributo reside na simplicidade, explica o autor de uma obra que contempla também um pequeno anfiteatro para espectáculos intimistas ao ar livre.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
O novo parque urbano da Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, será um espaço moderno, elevado sobre o rio e de inspiração poética, que recupera imagens de velhas ruínas de pedra e usa o rio Tejo como principal atributo. Terá também um anfiteatro simples, pequeno e intimista, “com aspecto de ali estar colocado há três mil anos”, para poder receber espectáculos ao ar livre, informa o autor do estudo prévio, Sidónio Pardal, urbanista, arquitecto paisagista e professor da Universidade Técnica de Lisboa. O estudo foi apresentado na reunião pública do executivo da Câmara Municipal de Vila Franca. O novo parque urbano vai nascer numa zona que está completamente ao abandono e ocupará uma área de 6,5 hectares, entre o rio e a cidade. A sua construção está inserida numa candidatura a fundos comunitários apresentada pelo município tendo em vista a regeneração urbana da frente ribeirinha da Póvoa, que se encontra degradada e abandonada.O objectivo do parque urbano, segundo o município, é valorizar e enriquecer a cidade, criando um espaço de “encontro, recreio, lazer, convívio e contemplação” sobre o rio. “O objectivo é que as pessoas vivam o parque. Tem de ser um espaço livre. É difícil de perceber mas é isso que se pretende, ter um espaço onde cada um pode usufruir dele como quiser”, explicou Sidónio Pardal na apresentação do estudo prévio. A intervenção vai contemplar também a construção de um núcleo museológico subordinado ao tema “A Póvoa e o rio”, integrando uma zona de restaurante com esplanada. Serão ainda construídas 40 novas arrecadações de apoio à pesca e vai ser recuperado o cais palafítico da cidade, que hoje se encontra completamente degradado. Junto do parque urbano está prevista também a construção de um parque infantil, skatepark e ginásio ao ar livre.“Queremos elevar a altura do parque urbano para podermos ter uma vista privilegiada sobre o Tejo. Para isso vamos precisar de 150 mil metros cúbicos de terra”, alertou Sidónio Pardal, que sugeriu a criação de um vazadouro de terras limpas que possa receber terra de empreiteiros da zona. A presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), destacou a qualidade do estudo e mostrou-se agradada com a filosofia “naturalista” do parque. “É um parque à imagem de outros que se começam a ver pelo país, como no Porto”, considerou. Também o presidente da junta de freguesia da cidade, Jorge Ribeiro (PS) disse estar entusiasmado com o parque. “É um espaço que a Póvoa já merece”, afirmou. O estudo prévio do parque urbano contempla ainda um paredão junto ao rio, complementado com bancos de pedra.

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