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Vítima de acidente é um dos novos voluntários da Cruz Vermelha que um dia lhe salvou a vida

Vítima de acidente é um dos novos voluntários da Cruz Vermelha que um dia lhe salvou a vida

Dos 14 novos elementos da equipa de Alenquer que fizeram juramento oito são mulheres

Com o reforço de pessoal, a Cruz Vermelha espera agora conseguir melhorar a assistência a freguesias de concelhos como o de Vila Franca de Xira e desenvolver outros projectos.

Edição de 14.03.2012 | Sociedade
David Novais sofreu um grave acidente de mota junto à Vala do Carregado. Foram os voluntários da Cruz Vermelha de Alenquer que lhe salvaram a vida pela prontidão com que actuaram. O operador de máquinas e mediador imobiliário de 31 anos, residente em Vila Franca de Xira, que perfurou os pulmões e chegou a estar em coma, na sequência do acidente, ficou tão grato que decidiu juntar-se à equipa. “Ainda agora os colegas que me socorreram fizeram-me chorar ao lembrar aquele momento”, confidenciou pouco depois da cerimónia de juramento como novo elemento da Cruz Vermelha. David Novais vai conciliar o trabalho por turnos com o voluntariado. Tal como a educadora de infância, Marta Miguel, 27 anos, residente em Aldeia Gavinha, em Alenquer. Está disponível para assegurar o turno da noite entre as 20h00 e as 8h00 antes de um dia de trabalho em Santarém. “Tem que haver força de vontade para darmos do nosso tempo aos outros”, justifica. Já tinha a vontade de ser voluntária há muito e o facto de lidar com crianças no dia-a-dia levou-a a querer saber mais sobre socorrismo.No caso de Ana Ferreira, estudante de medicina, 23 anos, residente nos Casais Novos, Santo Estêvão, Alenquer, foi um cartaz afixado na escola secundária sobre os novos recrutas que estavam a ser admitidos na Cruz Vermelha que lhe chamou a atenção. Na altura, às portas de ingressar na universidade, o que conseguiu com 18,9 valores, adiou o projecto. No terceiro ano surgiu a oportunidade. “Não escondo o sonho que tenho de trabalhar na VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) e um gosto pessoal pela emergência pré-hospitalar”, confessa embora esteja disposta a fazer todo o tipo de trabalho com o objectivo de ajudar o próximo. Está a estagiar em Santarém no sexto ano do curso e por isso compromete-se a efectuar quatro serviços por mês. Ainda não sabe a especialidade que irá seguir para o ano que vem.A recruta dos 14 novos elementos da Cruz Vermelha de Alenquer, que fizeram o juramento numa cerimónia que decorreu na tarde de sábado, 10 de Março, na rua Poço Pedreiro, no Carregado, incluiu o curso de tripulante de ambulância, suporte básico de vida, entre outros, e um acampamento de três dias. Depois da imposição das boinas os novos elementos desfilaram perante a bandeira da cruz vermelha.A incorporação de novos voluntários veio dar resposta a uma das grandes necessidades da delegação, como confirma o presidente da direcção, Ramiro Rodrigues. Com o reforço de pessoal a Cruz Vermelha de Alenquer espera conseguir deslocar-se às freguesias dos concelhos que abrange (Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Alenquer), dinamizar rastreios e inteirar-se sobre as necessidades das pessoas. “Há pessoas que estão acamadas e que gostaríamos de ajudar mas para isso precisamos de voluntários”, explica com esperança de que em breve novos voluntários se juntem à causa.A delegação funciona no Carregado, na Urbanização da Barrada, em instalações cedidas pela câmara mas a ideia é conseguir um espaço mais amplo que permita, por exemplo, o armazenamento dos produtos alimentares que a instituição angaria. A Cruz Vermelha faz recolha de alimentos nas grandes superfícies e distribui pelas casas de famílias carenciadas ao fim de semana com os voluntários da instituição.
Vítima de acidente é um dos novos voluntários da Cruz Vermelha que um dia lhe salvou a vida

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