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O sonho de ter uma fazenda no Brasil

O sonho de ter uma fazenda no Brasil

Luis Lopes, 29 anos, empresário, Tomar

Nasceu em Tomar, a 5 de Abril de 1983. Em criança queria ser paraquedista mas acabou licenciado em engenharia electrotécnica pelo Instituto Politécnico de Tomar. Após uma experiência profissional de três anos, entrou em 2008 para a empresa do pai, criada em 1995, que se dedicava ao ramo das instalações eléctricas e telecomunicações. Em 2008, a “Templarluz” redirecionou-se para o mercado das energias renováveis, na busca de novas oportunidades. O jovem empresário gosta muito de viajar e prepara-se para, no final do ano, viver a experiência da paternidade.

Edição de 14.03.2012 | Três Dimensões
Em criança dizia que queria ser paraquedista. Gostava muito de aviões. Ainda hoje gosto. Mas desde pequeno que comecei a ajudar o meu pai nas instalações electricas pelo que já estava tudo encaminhado para trabalhar com ele. Tinha 15 anos quando o meu pai, António Costa Lopes, fundou a empresa. Nessa altura pensei em ir estudar de noite, para o ajudar no trabalho, mas não permitiram por causa da idade. Esta recusa acabou por ser boa para mim porque não tinha estudado tanto como acabei por fazer. Ajudava-o nos sábados, feriados e também nas férias grandes. Gostava de comprar uma fazenda no Brasil para, na velhice, poder trabalhar na agricultura. A minha esposa é brasileira e vou com frequência ao Brasil, onde ela tem a família. É uma experiência interessante porque vivo no meio deles e como eles. Em Novembro, vou ser pai e sei que não vou poder trabalhar tantas horas. Sei que tenho que passara a delegar mais nos outros para não estar sempre sob pressão. O trabalho de empresário é muito esgotante. Não temos horas vagas, nem fins-de-semana. É uma luta constante e os bancos são o nosso principal entrave. O telemóvel está sempre ligado e temos que atender os clientes a qualquer hora. Mesmo nas férias levo-o comigo. Há pouco tempo fiz uma viagem ao México e acabei por ir ao banho com o telemóvel (risos). Só consegui descansar porque o aparelho se estragou. Conseguimos crescer em época de crise. A empresa foi criada com o objectivo de actuar no ramo das instalações eléctricas de baixa e média tensão mas como a construção está em baixo abraçamos, em 2008, o sector das energias renováveis, que tem sido uma boa aposta. Projectamos e instalamos sistemas fotovoltaicos para produção de energia, entre outros serviços. Começamos por ser um ou dois mas, actualmente, já somos dez funcionários e tenho em perspectiva meter mais gente. Chamo a atenção do meu pessoal para as questões ambientais. O nosso escritório, por exemplo, é totalmente feito em madeira. O mais gratificante na minha actividade é o contacto com o cliente e, simultaneamente, contribuir para a melhoria do ambiente. Sei que os clientes procuram-nos porque, ao investirem nas energias renováveis, ganham alguma rentabilidade. É melhor do que ter dinheiro parado no banco. Tenho mais duas empresas deste sector, a Shineflow em Peniche e a Consumorigem, Lda – Energias Renováveis, em Santa Cita, Tomar.Posso não chegar cedo à empresa mas acabo sempre por sair muito tarde. Mesmo em casa, depois de jantar, vou para o computador enviar e-mails para angariar novos clientes, fazer orçamentos ou pensar em novos projectos. A nossa empresa é das maiores do sector nesta zona. Só no ano passado facturamos 2,3 milhões de euros, o que não é fácil tendo em conta que eu e o meu irmão somos os únicos engenheiros. Tento não trabalhar ao domingo. Não sei cozinhar. Gosto de passear e de praticar desportos todo o terreno. Sou teimoso e às vezes tenho razão. Sou muito perfeccionista. Quando as coisas não correm como eu quero admito que fico um bocado chateado. Elsa Ribeiro Gonçalves
O sonho de ter uma fazenda no Brasil

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