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Centro de Novas Oportunidades da Nersant acaba por falta de financiamento

Centro de Novas Oportunidades da Nersant acaba por falta de financiamento

Agência Nacional para a Qualificação cortou subsídios, o que inviabiliza a possibilidade de continuarem a ser realizados os cursos de revalidação de competências a adultos.

Edição de 21.03.2012 | Economia
O Centro de Novas Oportunidades (CNO) da Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém, um dos mais dinâmicos do Médio Tejo, deixou de ter actividade devido ao corte de financiamento por parte da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), inviabilizando a continuidade dos cursos de revalidação de competências a adultos. A medida ficou a saber-se na tarde de segunda-feira, 19 de Março, ocasião em que foram entregues quatro dezenas de certificados de revalidação de competências, naquela que foi a última formação feita por esta valência. De acordo com António Campos, director do CNO, a ANQ aprovou o centro mas sem financiamento, sendo impraticável à associação empresarial assumir os encargos, nomeadamente, com os vencimentos dos formadores. Até agora a Nersant apresentava as despesas inerentes a esta formação, sendo reembolsada pelas mesmas. “Pelos indicadores de execução que temos, e também pelo projecto de itinerância que adoptámos, havia a expectativa de podermos continuar mas, infelizmente, foram dadas outras prioridades. Já fizemos uma reclamação porque achamos que esta posição não foi adequada mas, até que não haja nada em contrário, vamos encerrar esta actividade porque exige muitos recursos humanos”, confirmou a O MIRANTE. António Campos salientou que, ao longo de três anos, o CNO da Nersant trabalhou com mais de 50 parceiros na região, sendo o melhor do Médio Tejo. “Enquanto associação empresarial cumprimos o nosso objectivo de ajudar, nesta região, um conjunto de pessoas a melhorar as suas competências”, disse, agradecendo ao grupo de formadores que constituiu “uma equipa agressiva do ponto de vista qualitativo, que vestiu a camisola da Nersant”. A situação levou ainda a Nersant a não renovar o contrato com 12 formadores, no início do ano, alguns dos quais presentes na última sessão de entrega de diplomas já como voluntários. António Campos é da opinião que a estratégia do governo foi dar prioridade aos CNO que são ministrados nas escolas profissionais, considerando que o esforço e a excelência não foram premiados.“Atingimos as nossas metas, os formadores foram incansáveis no trabalho e dedicação. Trabalhámos das 9 horas da manhã às 11 da noite, em três turnos, e pelos indicadores que temos estamos acima da média nacional”, argumentou. Desde o início do projecto, há três anos, passaram pelo Centro de Novas Oportunidades da Nersant mais de 2500 pessoas. Só em 2011 a associação recebeu 605 novas inscrições, tendo certificado, até Dezembro, 325 pessoas. De acordo com o apurado, na região, para além do Centro de Novas Oportunidades da Nersant, também o CNO de Mação ficou sem financiamento.
Centro de Novas Oportunidades da Nersant acaba por falta de financiamento

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