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IAC pediu aos trabalhadores para entregarem subsídio de férias e Natal à instituição

IAC pediu aos trabalhadores para entregarem subsídio de férias e Natal à instituição

IPSS do Forte da Casa tem buraco financeiro de dois milhões e 600 mil euros

Se os trabalhadores não aceitarem prescindir do subsídio de férias e Natal de 2012 o Instituto de Apoio à Comunidade, no Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, ameaça partir para lay-off. O aviso foi deixado pela direcção numa reunião com trabalhadores. A instituição com 25 anos, que apoia mais um milhar de utentes, tem quase 200 trabalhadores. Este mês ainda só receberam metade do ordenado.

Edição de 21.03.2012 | Sociedade
O Instituto de Apoio à Comunidade (IAC), no Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, pediu aos trabalhadores que prescindam do subsídio de férias e Natal de 2012 face às dificuldades financeiras que o IAC atravessa. A instituição está a pedir que os dois subsídios sejam entregues à instituição como donativo argumentando que de outra forma a IPSS terá que entrar em processo de lay off, uma situação que deixa espantado o sindicato. “Se se tratasse de uma fábrica de sapatos ainda compreenderíamos mas trata-se de uma instituição que tem idosos acamados e crianças. Não estamos a ver como será possível concretizar isso”, constata o coordenador da delegação de Vila Franca de Xira da União de Sindicatos de Lisboa, Jorge Antunes. Para o sindicalista a situação é especialmente gravosa para os trabalhadores que vão pagar impostos sobre dinheiro que não irão receber.O dirigente sindical da Função Pública, Orlando Oliveira, ressalva ainda que nada impede a instituição de pedir os subsídios aos trabalhadores avançando mais tarde para o lay-off, que é um regime que prevê a redução do salário e em que a empresa deixa de suportar o pagamento total dos salários, passando a Segurança Social a suportar uma parte. Orlando Oliveira confirma ainda que um responsável da instituição sondou o sindicato para tentar saber que seria legal reduzir 10 por cento do salário dos trabalhadores. O apelo, para que os trabalhadores prescindam dos subsídios, foi feito numa reunião de trabalhadores na semana passada. Há um ano que os funcionários recebem os ordenadores com algum atraso, a meio do mês seguinte, mas nunca foram informados sobre as reais dificuldades da instituição. Este mês os trabalhadores ainda só receberam este mês metade do vencimento. A instituição foi criada há 25 anos e é actualmente um dos maiores empregadores do concelho com quase 200 trabalhadores. O MIRANTE apurou que tem um buraco financeiro na ordem dos dois milhões e 600 mil euros, o que levou o IAC a fazer a proposta. Grande parte dos trabalhadores já aceitou entregar o dinheiro à instituição e O MIRANTE sabe que o IAC tem esperança de regularizar a situação.A esmagadora maioria dos colaboradores é mulher. Muitas vivem sozinhas e têm os filhos a seu cargo, o que torna a situação mais dramática. “Tenho uma colega que vive sozinha com os filhos, foi pedir 350 euros para pagar a renda de casa e disseram que não tinham esse dinheiro em caixa”, conta uma trabalhadora. “Disseram-nos que as dificuldades surgiram porque muitos pais de meninos da creche ficaram desempregados e não podem pagar a mensalidade mas penso que quem está desempregado não tem que ter os filhos numa instituição”, relata outra trabalhadora. O MIRANTE contactou a direcção do IAC mas não foi possível obter comentários até ao fecho da edição..Instituição paga 18 mil euros em rendasO IAC tem creches, jardim-de-infância, ATL, apoio domiciliário, centro de dia e residências para idosos. No conjunto de todas as valências dá apoio a mais de um milhar de utentes. Junto à Unidade de Cuidados Continuados, que está a ser construída próximo da igreja, um investimento de 7,5 milhões, será erguido em Centro Geriátrico para apoio especializado a pessoas idosas.O IAC anunciou que tanto os serviços administrativos como a cozinha central vão passar para o novo edifício da Unidade de Cuidados Continuados logo que a mesma esteja concluída. A instituição está espalhada por 21 espaços nas freguesias do Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, Vialonga, Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira. Só em rendas gasta 18 mil euros mensais. A transferência da cozinha central e parte Administrativa permitiria uma poupança de 2.500 euros. O MIRANTE contactou a direcção do IAC mas não foi possível obter comentários até ao fecho da edição.
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