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Judiciária continua a investigar a morte misteriosa de Juvenal Monteiro

Judiciária continua a investigar a morte misteriosa de Juvenal Monteiro

Corpo foi encontrado por um pescador nas margens do Tejo na Vala do Carregado

A Judiciária está a tentar perceber como é que o marido da antiga presidente da direcção dos bombeiros de Alhandra apareceu morto no rio a montante da zona onde vive e se terá sido levado por alguém para a zona da Vala do Carregado.

Edição de 21.03.2012 | Sociedade
A Polícia Judiciária continua a investigar as circunstâncias em que morreu Juvenal Monteiro, 47 anos, residente em Alhandra e uma pessoa estimada pela comunidade. O corpo de Juvenal, marido da antiga presidente da direcção dos bombeiros de Alhandra, Lucinda Dias, foi encontrado por um pescador no Tejo e o seu desaparecimento está envolto em mistério.Juvenal Monteiro, operário da Cimpor, apareceu morto nas margens do rio Tejo na Vala do Carregado, no limite do concelho de Vila Franca de Xira, por volta das 14h00 do dia 13 de Março. Foi encontrado por um pescador. A PJ quer apurar mais factos que permitam determinar se na origem da morte terá estado um acidente, agressão ou até um ajuste de contas. O facto de residir em Alhandra e de ter sido encontrado nas margens a montante da vila, quando o natural era que tivesse sido arrastado pela corrente para jusante, faz levantar dúvidas nos agentes que investigam o caso. A autópsia feita ao cadáver não mostra sinais de agressão física embora tenha marcas de afogamento. Juvenal foi dado como desaparecido na noite de 4 de Março, depois de ter saído de casa para dar um passeio no caminho ribeirinho entre Alhandra e Vila Franca de Xira. Antes de sair de casa convidou um vizinho para o acompanhar mas este recusou. Juvenal acabou por fazer o passeio sozinho. Poucas horas depois da mulher, Lucinda Dias, ter participado o desaparecimento do marido, foi a vez do 112 receber uma chamada de um camionista, ainda não identificado, que disse ter visto na madrugada de segunda-feira, dia 5, um homem a saltar da ponte Marechal Carmona, em Vila Franca. “A tratar-se da vítima nunca poderia ter saltado da ponte e ser encontrada mais acima no rio. É uma improbabilidade”, admite fonte ligada à investigação. A PJ quer saber se Juvenal caminhou até à zona da Vala do Carregado pelo seu próprio pé ou se terá sido levado para lá. “Caso tenha sido levado por alguém poderemos estar perante um crime”, admite a mesma fonte. Nas buscas por Juvenal Monteiro estiveram envolvidos os bombeiros de Alhandra, Vila Franca e a Polícia Marítima. O corpo foi encontrado poucas horas depois das buscas serem suspensas. O caso deixou em choque a comunidade de Alhandra, já que a vítima era uma pessoa bem conhecida.“Não dá para perceber, era uma pessoa muito boa, um pouco calado e reservado mas nunca tinha dado qualquer sinal de que as coisas corressem mal”, explica um vizinho.Relato semelhante é encontrado junto às margens do Tejo, onde Juvenal era visto com frequência. “Já o conhecia há mais de 20 anos e era uma excelente pessoa. Na minha opinião ou ele foi assaltado ou sentiu-se mal durante a caminhada. Não estou a ver qualquer outra explicação para o que aconteceu”, conta a O MIRANTE o proprietário de um café na zona ribeirinha.
Judiciária continua a investigar a morte misteriosa de Juvenal Monteiro

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