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Regras para fornecimento de aparelho auditivo dificultam a vida a doente

Regras para fornecimento de aparelho auditivo dificultam a vida a doente

Edição de 21.03.2012 | Sociedade
Um reformado da ex-Mague, residente em Alhandra, no concelho de Vila Franca de Xira, com dificuldades de locomoção tem que ir a Lisboa buscar uma prótese auditiva porque a Segurança Social tem acordo com uma empresa cuja loja mais próxima é na capital. Carlos Alberto Oliveira Afonso, 77 anos, que enquanto trabalhador descontou para a Caixa Nacional de Seguros de Doenças Profissionais, considera que tem direito a adquirir a prótese auditiva de que necessita para ouvir em estabelecimentos de outras marcas em Vila Franca de Xira ou em Alverca, mais próximo de casa, já que este tipo de equipamento requer ajustamentos regulares. O MIRANTE contactou a Segurança Social que autoriza a aquisição de prótese auditiva numa outra empresa, a título excepcional, dadas as dificuldades do utente, disponibilizando-se a reembolsar posteriormente as despesas na sua totalidade de acordo com o orçamento. O problema é que Carlos Afonso não tem possibilidade de adiantar o dinheiro, no mínimo de mil euros, até que a Segurança Social pague, por isso se quiser ter o aparelho vai ter mesmo que ir a Lisboa. Por norma as próteses auditivas são adquiridas directamente pelo Instituto da Segurança Social à WIDEX - Reabilitação Auditiva Unipessoal, Lda, na sequência de procedimento concursal, não envolvendo qualquer encargo para os beneficiários.“Se tivesse um problema no aparelho metia-me num táxi e ia até Vila Franca ou Alverca. São três quilómetros de distância. Em Lisboa será muito mais difícil. Para lá o táxi não custa 5 ou 6 euros mas 30 euros”, contesta Carlos Afonso com a ajuda da esposa que serve de intermediária na conversa dada a grave dificuldade auditiva. “Ligo a aparelhagem para ouvir música e só ouço batidas”, lamenta.Carlos Afonso trabalhou quase 40 anos na ex-Mague. Está reformado por invalidez há 20 anos. O reformado e a esposa, 78 anos, vivem no total com cerca de 700 euros das duas pensões. O dinheiro tem que chegar para renda da casa, medicamentos, água, electricidade e alimentação. Têm ambos dificuldades de locomoção por terem sofrido acidentes na juventude e não têm possibilidades de adquirir o equipamento mais perto a suas expensas.
Regras para fornecimento de aparelho auditivo dificultam a vida a doente

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