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Segurança, estacionamento e limpeza continuam a ser prioridades para os habitantes de São Domingos

Segurança, estacionamento e limpeza continuam a ser prioridades para os habitantes de São Domingos

A maior urbanização de Santarém recebeu alguns equipamentos na última década, como a escola primária e a unidade de saúde, mas alguns problemas arrastam-se no tempo.

Edição de 21.03.2012 | Sociedade
O bairro de São Domingos é como uma cidade dentro da cidade de Santarém, com perto de uma dezena de milhar de habitantes a morar naquela selva de betão. O bairro cresceu de cima para baixo a partir da avenida Marquês de Pombal, onde vivendas em banda, de um dos lados, convivem com edifícios de sete e mais pisos do outro lado da estrada. Um pormenor que ilustra a falta de planeamento urbanístico naquela zona da cidade e que se reflecte, por exemplo, na crónica falta de lugares de estacionamento.A requalificação urbana de algumas zonas do bairro chegou em 2010 pela mão do executivo de Moita Flores mas foi provavelmente na Marquês de Pombal que menos se notou o impacto. Se os passeios foram arranjados e os lugares de estacionamento marcados, quem entra na avenida não deixa de constatar a mesma confusão de carros em segunda fila nos dois sentidos e o perigo que significa para os peões atravessarem as três zebras marcadas no alcatrão.As pracetas Manuel Pereira, Manuel da Cruz Santos, Habijovem, Defensores da Pátria, rua Dr. Rui da Silva Leitão ficaram de cara lavada e mais ordenadas mas diminuiu o espaço para estacionamento. Não é estranho ver carros estacionados anarquicamente. A rua Gonçalo Mendes da Maia é um dos maus exemplos. Os passeios estão deteriorados desde o topo até à intersecção com a avenida Nossa Senhora de Fátima e os pais dos alunos da escola também não o poupam com os seus carros, mesmo quando há lugares na praceta em frente. Mais abaixo, as raízes das árvores estão a rebentar com o cimento da zona de passeio e ameaçam colectores de esgoto. Junto aos lotes 11 a 15 os carros estacionados em espinha quase entalam as pessoas aos prédios. Com melhor aparência ficaram as ruas com ilhas ecológicas enterradas em vez de contentores de lixo atolados e pestilentos.O jardim de S. Domingos, paralelo à rua D. Nuno Álvares Pereira, é um dos focos de críticas por parte dos moradores. A iluminação foi reforçada mas continua a atrair pouca gente à noite àquele espaço, o único oásis verde no meio do betão. O parque infantil é bastante utilizado mas não chega para as encomendas. O relvado do jardim assim como os restantes espaços são alvos fáceis para cães errantes e pessoas com atitudes erradas que deixam os seus animais fazerem as necessidades onde muitas crianças gostam de correr e brincar. O espaço de convívio com mesas e bancos atrai os mais velhos que gostam de falar e jogar à sueca. Pena é que a cobertura que protege do sol só proteja uma das quatro mesas. Quem não se abriga, é queimado vivo.Mesmo à luz do dia, o campo de jogos é a zona mais obscura. Raramente se vê lá um casal com filhos ou outras pessoas sentadas junto a um anfiteatro de bancadas ou no recinto, num meio dominado por adolescentes e jovens adultos, que alguns associam ao vandalismo e criminalidade locais. A insegurança mantém-se na ordem do dia. Em 2008, o Instituto da Droga e da Toxicodependência classificava o bairro de S. Domingos como propício à criação de grupos de jovens que facilmente incorrem em roubo de viaturas, de estabelecimentos e em actos de vandalismo, bem como no consumo de alguns tipos de drogas.Da avenida Nossa Senhora de Fátima para baixo S. Domingos parece outra realidade. Com muito betão na paisagem, mas com edifícios mais modernos e pracetas com prédios que mais servem de dormitórios, numa zona servida pela unidade de saúde familiar.Associação de residentes continua no activoInsegurança e falta de civismo entre as principais queixasResidente no bairro desde 1997, Júlio Seabra é presidente da Associação de Residentes de S. Domingos. O morador reconhece que alguns problemas não se resolvem e nem são os mais complicados. Desde o reperfilamento da rua Gonçalo Mendes da Maia, para ordenar estacionamentos, à conclusão da segunda fase da requalificação urbana da zona até à avenida Nossa Senhora de Fátima, que parte São Domingos ao meio.A segurança é vital. “Falta policiamento de proximidade, fazem-no apenas na viatura de polícia. Passam, dão uma voltinha e vão embora. Há seis anos houve hipótese de vir a esquadra de trânsito para a praceta Habijovem, mas nunca tivemos uma resposta concisa sobre isso”, refere o dirigente associativo.Na sua opinião continua a faltar muito civismo a quem suja o jardim e passeios, o parque infantil devia ser limpo diariamente e ter portas que não permitissem a entrada de animais, assim como deviam ser reparados os bebedouros que não funcionam. “Ainda assim penso que a câmara tem cumprido o seu dever. Temos uma cidade mais modernizada. Em S. Domingos temos extensão da junta de freguesia, hospital e centros comerciais a meia dúzia de passos, centro de saúde, escola primária e outros serviços sociais. Precisaríamos de mais um grande espaço verde, porque vem muita gente a S. Domingos que não é de cá. Principalmente no Verão para as esplanadas”, conclui.
Segurança, estacionamento e limpeza continuam a ser prioridades para os habitantes de São Domingos

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