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Sapadores florestais do parque natural com salários em risco
Edição de 28.03.2012 | Economia
O salário de Março dos sapadores florestais que fazem prevenção no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros (PNSAC), que abrange território de cinco municípios do distrito de Santarém, está em risco, segundo afirma o presidente da Câmara de Porto de Mós, concelho onde está sedeada a direcção do PNSAC.A remuneração desses dez elementos (cinco de cada equipa) dos sapadores florestais “deveria ser garantida através de subsídios oriundos da Autoridade Florestal Nacional e pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade”, mas esta última entidade já em 2011 não assegurou os 50 mil euros anuais que são da sua responsabilidade, revelou João Salgueiro.O autarca explicou que a falta de verbas tem sido coberta pelos municípios cujo território é abrangido pelo parque e admite a extinção destas equipas caso a situação persista, o que constituiria “um grave prejuízo, dado o trabalho que é efectuado ao nível da prevenção de incêndios” no PNSAC.As duas equipas de sapadores florestais foram criadas no âmbito da Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros (ADSAICA), entidade que envolve os sete municípios da área do PNSAC: Porto de Mós e Alcobaça (ambos do distrito de Leiria) e Ourém, Rio Maior, Alcanena, Torres Novas e Santarém.O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, numa resposta por escrito enviada à Agência Lusa, explica que, “face ao actual quadro de reorganização dos serviços, está neste momento em análise o modelo de funcionamento e apoio a estas equipas”.O organismo acrescenta que já decorreu “uma reunião na Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, na qual participou a ADSAICA e responsáveis dos diversos municípios envolvidos, no sentido de se encontrar uma solução de funcionamento das equipas em questão”.O mesmo instituto informa que as equipas de sapadores florestais são financiadas com um programa regulado através de um protocolo com a Autoridade Florestal Nacional, que estabelece um financiamento para a execução de acções de silvicultura, vigilância e apoio ao combate de incêndios.As duas equipas de sapadores florestais em causa têm vindo, complementarmente, a estabelecer protocolos e contratos de parceria público-privada com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, no âmbito da prestação de serviços na gestão e manutenção de ecossistemas na região do PNSAC
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