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Obras no rio Grande da Pipa continuam emperradas e moradores temem inundações

Para os trabalhos é preciso entrar em terrenos privados e não se tem conseguido obter autorização

Vila Franca de Xira continua à espera que o vizinho município de Alenquer termine as negociações com os proprietários dos terrenos ao longo do rio. O tempo passa e o início da intervenção parece cada vez mais difícil para os moradores. A Câmara de Vila Franca diz que “ainda há tempo” para salvar uma obra em que já poucos acreditam.

Edição de 28.03.2012 | Sociedade
O vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), admite que há algumas dificuldades em avançar com as obras de regularização do rio Grande da Pipa na Castanheira do Ribatejo. E tem esperança que se encontre uma solução em breve, mas os moradores e comerciantes temem a repetição de inundações em dias de grandes chuvadas, que provocam avultados prejuízos, como já aconteceu. Alberto Mesquita (PS) confirmou na última reunião pública do executivo as dificuldades em obter autorização ou posse administrativa dos terrenos ao longo do rio para que as máquinas possam operar. Os terrenos em causa situam-se já no concelho de Alenquer, que não tem conseguido desbloquear a situação. A obra já é falada desde 2007 mas ainda pouco foi feito no local desde então. Os trabalhos executados resumem-se à retirada de um velho pontão pedonal e a limpeza das margens, no último Inverno, que se encontram novamente repletas de vegetação, o que impede o normal fluxo das águas da chuva. Estas barreiras são responsáveis pelas inundações como as que aconteceram em Outubro e Dezembro de 2010.“Uma das grandes dificuldades é que não conseguimos avançar com as obras pela falta da posse administrativa dos terrenos da parte do concelho de Alenquer e a existência de um gasoduto junto ao rio que não estava cadastrado”, explicou Alberto Mesquita. O assunto foi levantado pelo vereador da oposição Rui Rei (Coligação Novo Rumo), que defendeu que a obra não deveria ter sido consignada na totalidade mas sim de forma faseada, permitindo que algumas intervenções pudessem continuar mesmo sem a câmara estar na posse de alguns terrenos. “Não é por ter sido uma adjudicação total ou parcial que as dificuldades se ultrapassavam”, respondeu Alberto Mesquita.Quem já perdeu a esperança são os moradores da Vala do Carregado. “Com todo este impasse estão a preparar as pessoas para dizer que afinal isto não vai avançar”, critica Nuno Fonte, morador. Para Rui Sousa, comerciante, “a sorte é ainda não ter chovido” muito este ano porque em Fevereiro, revela, é o mês em que o rio costuma galgar as margens. “Mas se vier chuva a sério vamos sofrer imenso”, adverte.A requalificação do rio é falada desde 2007 mas só em 2011 foi lançado o concurso para a obra, orçada em perto de 4,5 milhões de euros. A intervenção deveria abranger dois quilómetros e meio de extensão, desde 250 metros a jusante da ponte da Couraça, na Estrada Nacional 1, até à confluência com o Tejo. Paralelamente está também projectada a construção de um novo pontão sobre o rio Grande da Pipa, para substituição do actualmente existente, e um plano de integração paisagística das margens do rio. O prazo de execução das obras está estimado em dois anos.

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