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Rua de Alcoentre em obras regada com água podre

Rua de Alcoentre em obras regada com água podre

Cheiro nauseabundo incomodou moradores e comerciantes durante vários dias

Para evitar o levantamento de pó durante as obras de saneamento básico da rua do Condestável a firma responsável pela empreitada regou a rua com água de um charco. A delegada de saúde diz que este procedimento não foi o mais correcto. A situação arrastou-se durante vários dias até a câmara ter pressionado a empresa a resolver o problema.

Edição de 28.03.2012 | Sociedade
Durante uma semana a rua do Condestável em Alcoentre, onde decorrem obras, foi regada com água podre de um charco que provocou um cheiro insuportável e fez revoltar moradores e comerciantes. A Câmara de Azambuja recebeu dezenas de queixas e a delegada de saúde pública diz que apesar de não haver um risco iminente para a saúde, a opção não foi a mais acertada.Para evitar o levantamento de pó, a estrada estava a ser regada com água de um charco e o mau cheiro era de tal ordem que muitos pensaram tratar-se de água proveniente da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcoentre. As obras de saneamento básico que decorrem na rua há mais de um ano, da responsabilidade da Águas da Azambuja, levantam grandes ondas de pó que têm prejudicado os comerciantes e moradores e por isso a empresa a quem as obras foram adjudicadas optou por regar o solo com águas paradas de um charco próximo da prisão de Alcoentre. “Logo que recebemos as queixas comunicámos à Águas da Azambuja, que tem a concessão das águas, no sentido de o problema ser resolvido porque o nosso interesse é defender as populações”, explica Silvino Lúcio (PS), vereador da Câmara de Azambuja. Logo após a comunicação da câmara a empresa apressou-se a colocar água limpa na rua. Para a delegada de saúde pública de Azambuja, Helena Luísa, a situação não deverá representar um perigo para a saúde pública porque não se tratou de uma situação continuada. “Ainda assim não será um procedimento muito correcto não usar água limpa para fazer essa operação na via pública”, adverte. Alguns moradores e comerciantes garantem ter ficado doentes na sequência das regas feitas com a água do charco mas a médica desvaloriza. “Não terão ficado adoentadas por isso. Mas para quem já estiver doente a situação pode causar um maior incómodo por causa dos maus cheiros”, explica.O episódio da água malcheirosa é apenas mais um que deixa revoltados os comerciantes e moradores da rua. Ana Maria Jesus queixa-se que apesar das regas da rua, tem a sua loja de roupa e bijutaria “cheia de pó por causa das passagens frequentes das máquinas”. “É um pó muito fino que estraga tudo”, refere a empresária que foi obrigada a meter as roupas mais sensíveis dentro de sacos para não se estragarem. “Mesmo assim tenho peças sujas que não sei como as vou vender”, acusa. No supermercado de Raquel Correia, as queixas são semelhantes. Além do pó o mau cheiro foi o maior incómodo. “Era um cheiro a esgoto horroroso, dava náuseas”, critica.Pouco depois de O MIRANTE ter estado no local a ouvir os comerciantes e moradores a estrada começou a ser pavimentada. A Águas da Azambuja refere que a obra, orçada em 300 mil euros, não usou água da ETAR, embora não esclareça a que local a foi buscar. A intervenção visa melhorar a qualidade do saneamento básico na vila, informa a empresa..
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