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Torres Novas recria ambiente das Cortes que decidiram ‘O Dote da Princesa’

Edição de 02.05.2012 | Cultura e Lazer
A cidade de Torres Novas regressa de 3 a 6 de Maio ao passado, levando ao centro histórico as Cortes que ali se realizaram em 1525 para contratualizar o casamento da infanta D. Isabel com o Imperador Carlos V. Inserido na iniciativa ‘Memórias da História’, iniciada há dois anos pela Câmara de Torres Novas no âmbito de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), ‘O Dote da Princesa’ vai recriar o ambiente vivido na cidade no século XVI.“Coroado em 1521, na sequência da morte do rei ‘Venturoso’, D. João III trazia de seu pai, D. Manuel I, a firme resolução de casar sua irmã Isabel com o Imperador Carlos V, o novo rei de Castela”, lê-se no texto da autarquia que descreve o evento.“Num tempo em que uma aliança entre os dois reinos ibéricos era um imperativo estratégico para a defesa dos interesses de Portugal além-mar, havia que ponderar bem o montante exigido por Carlos V como dote da infanta. E o valor era tão alto que se tornava necessário criar um imposto especial para o pagar”, adianta.É neste contexto que se reúnem as Cortes em Torres Novas, em 1525, para “decidir e contratualizar essa união que, 56 anos depois, acabaria abrindo caminho à perda da soberania de Portugal”.A Câmara Municipal de Torres Novas promete para a recriação histórica deste ano um “apuramento de cenários e figurinos”, com novos espaços e participações, procurando que o evento ganhe sustentabilidade de forma a garantir a sua continuidade futura, findos os apoios comunitários.Nesta viagem de quatro dias ao século XVI, Torres Novas irá, através da representação teatral, da música, da dança, da gastronomia e de diversas outras artes, vestir-se e viver a rigor. Além de um espectáculo principal em cada um dos dias, serão promovidas “diversas outras actividades de cariz pedagógico que garantam o correcto enquadramento do visitante com a época”, afirma a autarquia.O castelo, a praça 5 de Outubro, os templos situados nas imediações e a malha urbana que os liga serão “o palco natural e privilegiado do evento”, criando “um roteiro propício ao desenrolar das actividades”.

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