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Fabulista Serafim das Neves

Edição de 02.05.2012 | E-mails do outro mundo
A grande preocupação de momento no Entroncamento tem a ver com sopa. Autarcas do Bloco de Esquerda e do PS manifestaram a sua preocupação por aquilo que consideram o regresso ao tempo da sopa dos pobres, instituições à porta das quais os pobrezinhos faziam fila para receber uma tijela de caldo. O presidente da câmara quis esclarecer que solidariedade não é caridade mas complicou ainda mais as coisas ao usar, inadvertidamente, o termo sopa da pedra em vez de sopa dos pobres. Eu por mim garanto que se a sopa dos pobres estiver a dar sopa da pedra me meto na fila. O tempo não está para vergonhas e sempre me ensinaram que quem não chora não mama. Uma sopa da pedra é uma sopa da pedra e se junto com a sopa me derem uma sandocha de carne assada também marcha. Infelizmente sei de antemão que o copinho de tinto vou ter que o arranjar eu porque nem a caridade nem a solidariedade distribuem vinho aos pobres. É nestas alturas que eu gostava que todos os médicos e cientistas que defendem o consumo moderado de vinho como remédio para uma data de maleitas, se chegassem à frente e participassem como consultores da Caritas e do Banco Alimentar contra a fome. Comer uma sopa da pedra com uma bifana, sem a companhia de um copo de vinho é como tomar comprimidos sem água. É por estas e por outras que há pessoas em dificuldades que se sentem deprimidas apesar da ajuda que recebem. Tu que costumas ajudar o próximo com alimentos, brinquedos, roupas, diz-me cá uma coisa. Quando dás alimentos dás bombons mon chéri e café de máquina? Dás whisky e Carolans? E quando dás roupas, lembras-te de oferecer boxers e peúgas? E a tua Maria oferece sutiãs e collants às pobrezinhas?Fiquei surpreendido com a decisão da presidente da câmara municipal de Salvaterra de Magos de proibir as Festas Rave no seu concelho. Logo uma eleita do Bloco de Esquerda, pensei eu. Logo a única presidente de câmara do país eleita pelo Bloco de Esquerda, reflecti. Ainda não estou convencido. Vais ver que o problema é a falta de condições da Praia Doce. Aquilo está um bocado ao abandono. Espero a todo o momento o anúncio da cedência dos Paços do Concelho para as próximas Raves. De certeza que é isso que vai acontecer. Ainda houve quem dissesse que a presidente era mais pró folclore que prás raves. Só aldrabices. Ana Cristina Ribeiro é toda p´rá frente. Modernismo em aceleração total. Cintilações musicais.O Presidente da câmara Municipal de Santarém anda murcho. Na última assembleia municipal houve criticas e mais críticas mas ele não deu por nada. Estava ocupado a falar ao telemóvel. Não ligou nenhuma. Quando chegou a vez de falar foi quase por favor que abriu a boca. Disse coisas delicadas, cortesias se comparadas com a antiga argumentação. A oposição já tem saudades de ser zurzida à grande e à francesa e o homem ainda não se despediu. Digo e repito, muita falta vai fazer este homem a Santarém. Mas não há nada a fazer. É sempre assim. Só damos pelas coisas que nos fazem falta quando deixamos de as ter. Quem se vai deliciar é o pessoal de Oeiras. Sortudos do caraças. Sai o Isaltino e entra o Moita Flores. E em Santarém, caraças???!!!Sim. E em Santarém???!!! Sai o Moita e entra o Isaltino?? Não. Claro que não. Santarém nunca há-de sair da cepa torta. Nunca há-de ser uma cidade cosmopolita. Raios partam!!! Saudações solidárias Manuel Serra d’Aire

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