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CP aumenta bilhetes e passes e trata passageiros abaixo de cão

Edição de 02.05.2012 | O Mirante dos Leitores
Não me canso de manifestar a minha indignação pelo que se passa com os comboios da CP. Não preencho livros de reclamações porque isso é a maior inutilidade da vida e a CP já me faz perder demasiado tempo. Centenas e centenas de horas ao longo de mais de vinte anos. A última vez que fui tratado com desprezo pela CP foi este domingo, 29 de Abril. O comboio que parte às 06h42 da manhã estava pronto para partir mas não partiu. Ao fim de meia hora, por volta das 07h10, após protestos dos passageiros, o maquinista avisou que não podia partir porque faltava o revisor que acabou por não chegar tendo o comboio sido suprimido. Acabámos por ir no comboio das 07h42.Eu e algumas dezenas de passageiros levantámo-nos cedo para ir trabalhar, estivemos metidos num comboio parado durante uma hora, sendo que na primeira meia-hora nem explicações se dignaram dar-nos, e chegámos a Lisboa às 09h15. Duas horas e meia para uma viagem de 100 quilómetros. Esta é a rapidez da CP, uma empresa que sempre tratou mal os seus clientes; uma empresa onde os seus maquinistas fazem greves que na prática só prejudicam os passageiros; uma empresa que recebe milhões dos nossos impostos e que está super-falida; uma empresa que aumenta os passes e bilhetes à bruta todos os anos sem que o governo impeça tais desmandos. Moro no Entroncamento e trabalho em Lisboa. Pago duzentos e nove euros mensais de passe e sou tratado como lixo. Nos dias em que passageiros se revoltam a polícia aparece logo para os identificar e, se for necessário, agredi-los. Quando a empresa nos maltrata quem nos acode? João Malaquias Soeiro

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