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Oposição diz que gestão da Câmara do Cartaxo bateu no fundo

Dívida da autarquia ascende a 52 milhões de euros, com a maioria PS a apontar para um plano de saneamento financeiro e diferimento de prazos de pagamento.

Edição de 02.05.2012 | Política
A situação do município do Cartaxo chegou a tal ponto que só pode ser resgatado financeiramente pela Administração Central com apoio do sistema financeiro. A conclusão é do PSD na análise da conta de gerência da Câmara do Cartaxo relativa a 2011, aprovada pela maioria PS na assembleia municipal realizada dia 30 de Abril, com os votos contra de toda a oposição.Exemplo da situação do município, disse Vasco Cunha (PSD), é um activo de 65,5 milhões de euros que não cobre o passivo de 74,6 milhões, além de se registar em cinco anos consecutivos resultados operacionais negativos, para sublinhar “que o município não se consegue pagar a si próprio”. Os sociais-democratas dão ainda exemplos do aumento da dívida de curto-prazo de 4,5 milhões de euros num ano e num total de 16,5 milhões desde 2008, e do incumprimento dos protocolos de 2011 com as colectividades, para sublinhar a falta de lealdade do município e o seu voto contra.O presidente da autarquia, Paulo Varanda (PS), afirmou que assume com transparência as contas de 2011 e assume que sabia o montante da dívida. O edil preferiu lembrar que as transferências do Orçamento de Estado baixaram 2,17 milhões de euros no último ano e que se conseguiu gerir os recursos humanos da autarquia, diminuindo em 50 por cento as horas extraordinárias.As contas apresentam uma despesa efectuada de 18,464 milhões de euros, longe dos 61 milhões aprovados para o orçamento de 2011, o que dá uma execução orçamental de 30 por cento. Paulo Varanda salienta o decréscimo da dívida de médio e longo prazo para os 20,8 milhões de euros, menos 1,3 milhões que em 2010, mas a dívida de curto prazo subiu 4,5 milhões de um ano para outro, estando nos 23,79 milhões de euros.Para o BE, Paulo Varanda não falou verdade sobre a dívida global que apresentou ao Governo de 52 milhões de euros, quando em assembleias recentes tinha mencionado 42 milhões e mais tarde 47 milhões, salientou Odete Cosme. Sobre a dívida municipal, o BE constata que a câmara deve dois milhões às juntas de freguesias, 2,7 milhões a colectividades e associações, dois milhões a empresas de tratamento e recolha de lixo e 1,5 milhões em estudos e escritórios de advogados. Há ainda 800 mil euros por liquidar à Rodoviária do Tejo e 285 mil euros à EDP.Paulo Varanda defende que parte da dívida gerada se deve à construção de equipamentos ao longo de anos que tem servido as populações e que os números são mais positivos que os de 2010. “Estou tranquilo em relação a estes documentos que vou entregar em mãos. Não andamos aqui por ameaças ou a toque de caixa do BE”, concluiu.

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