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Azambuja elabora estudo interno para provar que preço da água é dos mais baixos

Azambuja elabora estudo interno para provar que preço da água é dos mais baixos

Família que consuma 10 metros cúbicos de água paga uma factura de 21 euros
Edição de 02.05.2012 | Sociedade
O presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos (PS), pediu aos técnicos da autarquia para analisar o custo da água em 12 concelhos de forma a provar que o município tem dos preços mais baixos. Para a análise foi considerado um consumo mensal de dez metros cúbicos de água, que o autarca considera que é a quantidade que uma família de três a quatro pessoas consome em média. O estudo conclui que Azambuja (onde por esse volume de água se paga 21 euros) é o terceiro município com a água mais barata, só ultrapassado por Cascais (19 euros) e Santarém (19 euros). No Cartaxo uma família que consuma os mesmos 10 metros cúbicos paga uma mensalidade de 25 euros e em Alenquer o valor ascende a 35 euros. O estudo, apresentado em reunião de câmara e assembleia municipal, inclui alguns municípios vizinhos, mas compara também as tarifas que são praticadas em locais longínquos como Cascais, Peniche ou Leiria, deixando de lado Vila Franca de Xira e também Benavente e Salvaterra de Magos, municípios que integram a Águas do Ribatejo. Esta crítica foi deixada pelos deputados da assembleia municipal que consideram que por isso o estudo “vale o que vale”. António José Rodrigues, deputado municipal da CDU, acusou Joaquim Ramos de ser pródigo a arranjar artifícios para “levar a água ao seu moinho”.O eleito do Bloco de Esquerda, Daniel Claro, não compreende por que razão o presidente veio agora reabrir a discussão quando a concessão já está feita. Já António Godinho, da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra, alertou para o facto de poder chegar-se de outra forma a “números mais interessantes”. Joaquim Ramos justificou que não interferiu na amostra definida pelos serviços da câmara e disponibilizou-se a alargar a comparação efectuada. Em Azambuja o abastecimento de água em baixa foi concessionado à empresa Águas de Azambuja. Joaquim Ramos explicou que antes da concessão havia uma situação de “pré-ruptura em termos de abastecimento de água e rede de saneamento básico”. O autarca lembrou que a câmara aproveitou fundos comunitários e fez vários investimentos aquando das obras de regeneração urbana. No entanto, para optimizar a rede ao nível desejado, na ordem dos 90 por cento, seria necessário um investimento de oito milhões que não podia ser realizado com fundos municipais mas só através da iniciativa privada. “Nem que deixasse de fazer 12 praças de toiros conseguiria os oito milhões de euros”, exemplificou acrescentando que a única solução teria que ser mesmo a concessão que prevê a realização dos investimentos necessários.
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