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Empresas e Governo na mira no discurso do 1º de Maio em Santarém

Empresas e Governo na mira no discurso do 1º de Maio em Santarém

Novo coordenador da União de Sindicatos apontou o dedo a empresas que anunciaram o encerramento das suas unidades na região, acusando-as de “estratégia de fachada” quando dizem que estão a tentar encontrar alternativas laborais para os funcionários ameaçados pelo desemprego.

Edição de 02.05.2012 | Sociedade
O coordenador da União de Sindicatos de Santarém (USS) criticou durante o discurso de celebração do Primeiro de Maio as empresas que anunciaram nos últimos meses o encerramento de unidades na região “por mera estratégia económica” e que adoptaram uma “estratégia de fachada” ao dizerem que estão a tentar encontrar alternativas para os funcionários que têm os seus postos de trabalho em risco. Na habitual festa promovida pela USS no Jardim da República, em Santarém, Rui Aldeano apontou o dedo ao Jumbo e à Unicer, que vão encerrar as suas unidades em Santarém, bem como à Tegael, em Coruche, e à Martifer, em Benavente, pelas mesmas razões.Rui Aldeano, que pela primeira vez discursou no 1º de Maio como líder da União de Sindicatos de Santarém, lançou fortes críticas ao Governo, que com as suas políticas “levou a um recuo sem precedentes das condições de vida dos portugueses”, e garantiu que a luta pelos direitos laborais vai continuar. “Hoje como no 25 de Abril é o povo quem mais ordena”, avisou perante os aplausos de largas dezenas de pessoas, entre as quais o presidente da Câmara de Alpiarça Mário Pereira, o vereador da Câmara de Torres Novas Mário Tomé, o ex-coordenador da USS Valdemar Henriques ou o presidente da Junta de Freguesia de Asseiceira Augusto Figueiredo.O jovem sindicalista deixou ainda saudações a várias entidades, realçando a personalidade e o exemplo “heróico” de António Calarrão, recentemente falecido, na luta pelos direitos dos operários agrícolas em Alpiarça. E não esqueceu também a “luta” na região dos trabalhadores de empresas como a Robert Bosch em Abrantes e a EMEF no Entroncamento. “Não nos hão-de calar, não nos hão-de cansar”, afirmou Rui Aldeano assegurando o combate contra a “prepotência que quer apagar o simbolismo deste dia” e “pela afirmação dos valores de Abril”.O trabalho de autarcas e das comissões de utentes “contra a destruição de serviços públicos” na região mereceu igualmente menção no discurso onde se criticou igualmente a reorganização territorial das freguesias que, na óptica de Rui Aldeano, vai afectar a proximidade dos cidadãos aos serviços públicos e aumentar as assimetrias no território nacional. “Eles são os coveiros do país. É hora de dizer basta. É urgente mudar de política”, reforçou o sindicalista de Coruche com o Governo na mira.
Empresas e Governo na mira no discurso do 1º de Maio em Santarém

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